20/10/2016 às 20h53min - Atualizada em 20/10/2016 às 20h53min

Em disputa acirrada, Rui Ramos vence Juvenal e é eleito presidente do TJ

Presidente eleito comandará Poder Judiciário no biênio 2017/2018

Gilson Nasser
Folha Max

O desembargador Rui Ramos Ribeiro acaba de ser eleito para a presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso no biênio 2017/2018. Ele substituirá o desembargador Paulo da Cunha.

Rui Ramos enfrentou na disputa interna o desembargador Juvenal Pereira da Silva. Ele recebeu 16 votos, contra 13 do adversário.

Em discurso antes do início da votação, Rui Ramos citou que esteve nos últimos meses atuando como auxiliar da ministra Nancy Andrighi, no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e também já ocupou funções importantes no poder judiciário de Mato Grosso, como presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). 

Entre as propostas, destacou fortalecer o 1º grau de jurisdição, especialmente no interior do Estado. “Vim aqui ao Estado de Mato Grosso, em prol de uma causa, que é a Justiça”.

O Tribunal de Justiça ainda elegeu nesta quinta-feira os demais membros da diretoria. A desembargadora Marilsen Andrade Adário foi candidata única e recebeu 22 votos para assumir a vice-presidência do Poder Judiciário. Sete magistrados votaram em branco.

Já para a corregedoria-geral, foi eleita a desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, que também foi candidata única. Ela recebeu 28 votos para ocupar o cargo, contra um em branco. 

Currículos – Nascido na cidade de Bauru (SP), o desembargador Rui Ramos Ribeiro tem 58 anos. Graduou-se na Faculdade de Direito de Bauru – Instituto Toledo de Ensino, em 1982, e passou a fazer parte da magistratura de Mato Grosso como juiz de Direito em 4 de dezembro de 1986. Iniciou a carreira na Comarca de Rosário Oeste (128 km ao norte de Cuiabá) e passou pelas comarcas de Pontes e Lacerda, Diamantino e Cáceres, até ser promovido à Capital em 1993.

Atuou como juiz da Vara Especializada da Justiça Militar (1993 a 1996), 6ª Vara Criminal (1996 a 2003), diretor do Fórum Criminal (1998 e 1999), juiz convocado para compor Câmaras Criminais Isoladas, Reunidas e Tribunal Pleno (1994 a 2003), juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça (1999 a 2001), e juiz substituto de Segundo Grau (2003 a 2004). Por merecimento, em 16 de dezembro de 2004 foi promovido a desembargador do TJMT, tendo atuado como diretor da Esmagis entre os anos de 2009 e 2011 e vice-diretor de 2007 a 2009. Foi nomeado pela Corregedoria Nacional de Justiça como coordenador regional da região Centro-Oeste e Estado de Minas Gerais entre os anos de 2014 e 2015 e atuou como desembargador auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça no período de dezembro de 2015 a julho de 2016, por nomeação da ministra Nancy Andrighi.

A desembargadora Marilsen Andrade Addario nasceu em Tupã (SP) em 1º de julho de 1962 e formou-se em Direito pela Faculdade da Alta Paulista (Fadap), em sua cidade natal, em 1984. Em 1988 foi aprovada em concurso público para a magistratura estadual. Exerceu a judicatura nas comarcas de Alto Garças, Jaciara, Barra do Garças, Várzea Grande e Cuiabá. Respondeu também como designada pelas comarcas de Alto Araguaia, Itiquira e Pedra Preta. Por merecimento, foi promovida ao cargo de desembargadora do TJMT, tomando posse em 11 de novembro de 2012. Nesse mesmo ano foi convocada para atuar na 2ª Câmara Cível de Direito Privado.

A desembargadora Maria Aparecida Ribeiro nasceu em Santa Vitória (MG), em 8 de maio de 1950. Concluiu o curso de Direito em 1975, na Faculdade de Direito de Uberlândia. Foi aprovada em concurso público para magistratura em 1984 e empossada juíza de direito substituta em 11 de dezembro de 1985, iniciando as atividades na Comarca de Rondonópolis. Ela também jurisdicionou nas comarcas de Nova Xavantina, Várzea Grande e Cuiabá. Como juíza, exerceu a magistratura de Primeiro Grau por 27 anos, sendo promovida por merecimento ao cargo de desembargadora do TJMT em 8 de outubro de 2012. Atualmente integra a Terceira Câmara Cível de Direito Público.


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