21/10/2016 às 13h11min - Atualizada em 21/10/2016 às 13h11min

Estado Islâmico prende 550 famílias para serem usadas como escudo humano

Exército iraquiano está trabalhando, desde a última segunda-feira, na retomada da capital do califado declarado pelo líder do grupo extremista

Ansa
Página Press
Combates se intensificaram nos e há o risco da ofensiva provocar centenas de refugiados e mortes de civis, diz ONU

A Organização das Nações Unidas (ONU) acusou nesta sexta-feira (21) o grupo jihadista Estado Islâmico de prender cerca de 550 famílias, próximo à cidade de Mosul, no Iraque, para usá-las como escudos humanos.

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De acordo com a porta-voz da ONU para Direitos Humanos, Ravina Shamdasani, a organização está "seriamente preocupada" com o avanço das forças armadas iraquianas para libertar a cidade de Mosul do Estado Islâmico, pois os combates se intensificaram nos últimos dias e há o risco da ofensiva provocar centenas de refugiados e mortes de civis.

O Exército do Iraque acredita que cerca de seis mil combatentes do grupo extemista estejam entrincheirados em Mosul. A estimativa foi divulgada na última quarta-feira (19) pelo general iraquiano Talib Shaghati, que lançou um apelo para que os jihadistas deponham as armas.

A ofensiva contra Mosul começou na última segunda-feira (17) e é uma das ações militares mais importantes contra o Estado Islâmico.

Segunda maior cidade do Iraque e localizada no norte do país, Mosul está sob domínio do grupo terrorista desde junho de 2014 e é a capital do califado declarado pelo líder do Estado Islâmico, Abu-Bakr Al-Baghdadi.

Mosul foi tomada pelo Estado Islâmico em junho de 2014, e , desde então, é o principal reduto dos jihadistas no Iraque.

Recentemente a ONG Oxfam, que atua contra a pobreza e a injustiça, afirmou que diversas famílias terão de enfrentar a escolha trágica entre ficar nas áreas comandadas pelos terroristas ou arriscar suas vidas para escapar do combate. 

Operação militar

A investida para reconquistar Mosul é a maior operação militar do Iraque desde que as tropas norte-americanas se retiraram do território em 2011 e, se for realizada com sucesso, será o golpe mais duro ao grupo terrorista até o momento.

A operação deve durar "provavelmente semanas e talvez ainda mais", explicou o general Stephen Townsend, comandante das forças conjuntas norte-americanas que estão no Iraque para ajudar a libertar Mosul.

"Esta deve se revelar uma batalha longa e difícil, mas os iraquianos estão preparados e nós estamos com eles", afirmou Townsend. A Organização das Nações Unidas também se disse "extremamente preocupada" com os cerca de 1,5 milhão de civis que vivem sob a ameaça do Estado Islâmico na cidade.

 


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