26/10/2016 às 11h53min - Atualizada em 26/10/2016 às 11h53min

6 dias após condenação, mandante da morte de Maiana é solto pelo TJ

Patrícia Sanches e Bárbara Sá
RD News
Rogério foi condenado a mais de 20 anos de prisão. É acusado de ser mandante da morte de Maiana (Gilberto Leite)

Seis dias após ser condenado pela morte de Maiana Mariano, o empresário Rogério da Silva Amorim foi solto pela Justiça. Ele vai recorrer em liberdade da decisão que o condenou 20 anos e três meses em regime fechado.

O habeas corpus, segundo o advogado do empresário, André Jacob, foi dado pelo desembargador da Terceira Câmara Criminal Luiz Ferreira da Silva.

O desembargador fixou medidas cautelares: comparecimento dele em juízo até o quinto dia útil de cada mês para esclarecer e justificar suas atividades; e proibição de ausentar-se da comarca sem prévia autorização da Justiça.

Na mesma decisão, ele negou a soltura de Paulo Ferreira Martins - que matou Maiana.

"Contudo, tendo em vista a gravidade da conduta delitiva imputada ao paciente, consistente em crime doloso contra a vida, bem como à repercussão social que o envolve, é recomendável sua liberdade seja condicionada ao cumprimento de medidas cautelares diversas da prisão, nos termos das disposições contidas nos arts. 321 e 282 do Estatuto Processual Penal. Dessa forma, em virtude das circunstâncias acima explicitadas, é razoável e suficiente a substituição da sua segregação provisória por outras medidas cautelares, nos termos do art. 319 do Código de Processo Penal", disse sobre Rogério.

 Rogério manteve relacionamento amoroso com Maiana.  E, em julgamento que durou dois dias, ele foi condenado como mandante do crime e por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, recompensa e meio que dificultou a defesa da vítima).

Caso

Segundo a denúncia feita pelo Ministério Público Estadual, no dia do homicídio, o empresário teria mandado Maiana descontar um cheque de R$ 500 e levar o dinheiro para um chacareiro. Ela foi ao banco com uma motocicleta que tinha ganhado do empresário e, depois, se dirigiu à chácara.

De acordo com o Ministério Público, a jovem foi morta na chácara e teve o corpo colocado dentro de um carro de passeio e, em seguida, deixado na região da Ponte de Ferro.

Os restos mortais da adolescente foram encontrados no dia 25 de maio de 2012, cinco meses após o crime. Maiana e Rogério mantiveram um relacionamento extraconjugal por aproximadamente um ano e estavam vivendo juntos havia cinco meses, em regime de união estável, quando o assassinato foi cometido.

A ex-mulher de Rogério também foi denunciada pelo MPE como participante dos crimes, mas a Justiça considerou que não havia indícios da participação dela. O corpo da vítima foi sepultado sete meses após o desaparecimento e morte da adolescente, no Distrito do Coxipó do Ouro, em Cuiabá. Um dos acusados do crime foi quem indicou para a polícia o local onde o corpo havia sido enterrado.


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