21/10/2017 às 17h55min - Atualizada em 21/10/2017 às 17h55min

Agentes penitenciários decidem cruzar os braços e suspendem visitas a presos

Redação
Presidente do Sindspen, João Batista diz que categoria é segunda em pior remuneração

Trabalhadores filiados ao Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário (Sindspen) decidiram nesta sexta (20) paralisar as atividades por tempo indeterminado a partir deste sábado (21). Os grevistas reivindicam reajuste salarial e alegam que o Governo não está aberto ao diálogo.

Apenas serviços essenciais serão realizados durante esse período, até que o Executivo se reúna com a Comissão Negociadora representante dos servidores.

Ainda conforme o Sindicato,  a segurança das unidades está garantida. O sindspen assegura que 100% dos agentes penitenciários vão estar posicionados nas torres, contenção e guarita. Além disso, informa que será atendida a alimentação dos presos. Já as escoltas serão fetas apenas em caso de emergência de saúde do preso. A visita de familiares e amigos dos presos será suspensa. 

O presidente do Sindspen, João Batista disse que a categoria está em situação crítica e está dentre as 34 carreiras do Estado, como a segunda no quesito "pior em remuneração e periculosidade", apesar dos riscos no trabalho.

Outro lado

A Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), por meio de nota, no entanto, não reconhece a legalidade da paralisação. A pasta reitera que sempre esteve aberta ao diálogo. Afirma que atua para buscar melhorias à categoria pautada, levando em conta o cenário econômico.

A Sejudh alega que diversas agendas foram realizadas pela Secretaria com o sindicato, inclusive, com uma reunião programada para a próxima semana com participação da Casa Civil e Secretaria de Gestão do Governo do Estado.

A Secretaria de Justiça enfatiza ainda que não foi notificada da decisão aprovada pelo Sindicato em assembleia nesta sexta. Conforme prevê a lei 7783/1989, qualquer movimento grevista cujos serviços sejam essenciais deve ser comunicado com antecedência mínima de 72 horas ao empregador.

Finaliza a nota dizendo que a Secretaria tomará as medidas cabíveis em caso de situações de desordem ou tentativa de fuga que possam ser provocadas em consequência do movimento deflagrado. (Com Assessoria)


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