22/10/2017 às 16h55min - Atualizada em 22/10/2017 às 16h55min

Senador se une a Taques por interesse ao governo em 2023

Segundo seguidores republicanos, Taques teria garantindo ao senador apoio incondicional para sua candidatura a reeleição

Página Press, com Muvuca Popular
Reprodução

Ao que tudo indica, após o governador Pedro Taques (PSDB) ter acolhido o afilhado do senador Wellington Fagundes (PR), deputado licenciado, Max Russi na Casa Civil do Estado, o republicano concretizou sua parceria com o tucano. A maior demonstração de parceria foi a traição ao prefeito Emanuel Pinheiro, quando o senador mostrou-se determinado a seguir a base governista e tirar R$ 32 milhões de emendas parlamentares já pactuadas para Cuiabá e dar a Taques. O dinheiro seria destinada ao Pronto Socorro de Cuiabá, mas foi desviado para custeio do governo.

Segundo informações de bastidores, Taques teria garantido ao senador apoio incondicional em seus futuros projetos, como por exemplo, ser seu sucessor  em 2023, caso se reeleja ao governo. A intenção de Wellington de se inserir no grupo de Taques já está descrita há algum tempo, mas só foi exposta depois que decidiu junto com seus colegas de bancada, não enviar os R$ 82 milhões para equipar o novo Pronto-Socorro de Cuiabá.

Outra troca de favores fechado entre governador e senador, seria as obras do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O republicano controla politicamente o órgão e com isso, o parlamentar teria negociado para fazer com que as obras de duplicação da BR-163 andassem no Estado, e assim agradar o agronegócio, categoria do qual Taques tem dívida moral.

Wellington Fagundes comemorou no início do mês a instalação de uma força tarefa, que dará continuidade ao projeto que é  principal eixo de escoamento da produção de grãos do país. O grupo será formado por representantes do BNDES, Ministério dos Transportes, Ministério Público, Advocacia-Geral da União, Casa Civil da Presidência da República, além do Senado.  A intenção é desentravar as obras na rodovia, por onde passam cerca de 70% da produção agrícola do Mato Grosso.

Além de colocar Max na principal pasta do executivo, o senador conseguiu promover amigos militares a coronel e colocar gente de sua estrita confiança, filiados ao partido da república, no segundo escalão do Estado.

Soma-se a isso o silêncio sepulcral do senador em relação aos desmandos do estados. Wellington não se expõe sobre o caos na saúde, segurança, nem educação, não se compromete com servidores, deixando margem para um posicionamento dúbio.

Antes cotado como possível candidato de oposição ao governo, Wellington acabou se tornando governista antes mesmo das fases iniciais de negociações partidárias, deixando uma icógnita maior sobre seu real posicionamento político, embora bastante claro em relação ao aspecto financeiro onde envolve obras do DNIT e as empreiteiras que as tocam.


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