21/11/2017 às 22h39min - Atualizada em 21/11/2017 às 22h39min

Mãe acusa médica de empurrar bebê de volta ao útero em parto normal

A avó da criança falou que depois que a médica responsável pelo parto viu que o bebê não iria conseguir sair, tentaram forçar o retorno dele ao útero para uma cesariana.

Repórter MT
CAMILA PAULINO
Jovem de 22 anos teve complicações no parto e bebê morreu três dias depois. (Repórter MT/Reprodução)

A família da jovem Andréa Marcilene Aires Garcia, de 22 anos, denunciou a equipe médica do Hospital São Luiz, em Cáceres (220 km de Cuiabá), por negligência e erro durante o parto, o que acarretou em complicações de saúde para a mãe e morte do bebê.

A mãe da jovem, Nilza Aires, disse que os médicos insistiram em fazer o parto normal, mesmo após serem alertados que o bebê era grande e que a mãe não tinha capacidade de ter parto normal.

A avó da criança falou ao #repórtermt que depois que a médica responsável pelo parto viu que o bebê não iria conseguir sair, tentaram forçar o retorno dele ao útero para uma cesariana.

“A cabeça do meu neto saiu, mas o corpo não. Então colocaram uma enfermeira em cima dela para empurrar o bebê. Minha filha tomou oito pontos internos, desmaiou, passou muito mal e teve até que tomar bolsas de sangue”, contou Nilza.

A jovem foi internada em trabalho de parto no dia 25 de outubro no Hospital São Luiz. O bebê morreu três dias após o nascimento. O hospital informou à família que o bebê havia sofrido uma parada cardíaca.

“Durante o pré-natal, o médico sempre disse que deveria ser feita uma cesárea. Eu alertei os médicos no dia do parto, mas disseram que seria normal. Minha filha é muito pequena e o bebê era grande. Na hora, eles [médicos] não nos deixaram chamar o médico dela, que acompanhou a gestação toda”, disse a mãe.

A família registrou um boletim de ocorrência no dia que a criança morreu, 28 de outubro, e entrou com ação na Justiça para processar os médicos e o hospital.

“O que eu não quero é que outras pessoas passem pelo que eu passei. Nada vai trazer meu neto de volta. Nossa felicidade não é dinheiro”, lamentou a avó do bebê.

Outro lado

A diretoria executiva do Hospital São Luiz por telefone informou ao Repórter MT que as médicas denunciadas pela família trabalham na unidade, mas que desconhece o caso.

“Nós não fomos procurados pela família e nem recebemos nenhuma notificação oficial. Soubemos pela imprensa e vamos apurar o caso”, disse a diretora, que não quis revelar o nome. 


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