22/11/2017 às 23h04min - Atualizada em 22/11/2017 às 23h04min

Ex-funcionário que esfaqueou dona de joalheria durante assalto é condenado a 19 anos de prisão

Adilson Soares agiu na companhia de um comparsa, que também foi condenado a 19 anos de prisão. Joalheria fechou após o assalto, segundo a vítima.

G1-MT
Dona de joalheria em Cuiabá disse que precisou fechar a loja após o assalto comandado por ex-funcionário (Foto: Reprodução/Facebook)

O ex-funcionário de uma joalheria em Cuiabá foi condenado pela Justiça a 19 anos e 9 meses de prisão em regime fechado por ter assaltado a loja onde trabalhou e ter esfaqueado a proprietária, Carmem Regina Bezerra D’Lamonica, no dia 30 de setembro de 2016. Adilson Junior Gomes Soares, de 19 anos, agiu na companhia de um comparsa, Wuilque Lourenço dos Santos, de 20 anos, que recebeu a mesma sentença.

A sentença foi proferida pela juíza Silvana Ferrer Arruda, da 5ª Vara Criminal de Cuiabá, no dia 14 de novembro. Interrogados pela polícia durante a investigação do caso e em juízo, os réus confessaram o crime. O G1 não localizou os contatos das defesas de Adilson e Wuilque.

Adilson Soares havia trabalhado como "menor aprendiz" na joalheira Carmen D'Lamonica e, segundo depoimento prestado pela vítima em juízo, foi praticamente criado dentro da casa da designer de joias, local onde a mãe do réu trabalhava há 16 anos. No assalto, que durou cerca de 20 minutos, ambos agiram com violência, conforme testemunhas, fugindo em uma moto que pertencia a um funcionário da loja.

Durante o assalto, o comparsa de Adilson era quem empunhava a arma e chegou a agredir, com um tapa, o marido de Carmen, segundo testemunhas. No entanto, o ex-funcionário estaria "fora de si" e pegou uma faca de carne na cozinha do estabelecimento, esfaqueando a proprietária no pescoço (o que a obrigou a levar 14 pontos) e no ombro e chutando-a nas costas em seguida, sendo impedido de matá-la porque o comparsa, Wuilque, o impediu.

De acordo com a denúncia, os réus fugiram levando diversas peças em joias de ouro, prata, peças em consignado e um relógio Rolex, além de pertences dos funcionários. Segundo a proprietária da joalheria, as joias roubadas estavam avaliadas em R$ 300 mil e ela precisou fechar a loja para pagar os prejuízos causados pelo assalto.

Interrogado em juízo, o ex-funcionário admitiu o crime e disse que usou drogas antes de cometer o assalto. Ele afirmou "que sempre foi maltratado na frente dos clientes pelos proprietários da joalheria, sendo constantemente humilhado por Carmen" e que tem mágoa dos proprietários da loja porque "humilhavam" a mãe dele. Ele salientou à juíza, ainda, que não ficou com nenhum dos bens roubados, pois largou a bolsa com os pertences após avistar a polícia.

O comparsa também admitiu os crimes à juíza, afirmando que havia conhecido Adilson há pouco quando foi convidado a participar do assalto. Ele disse que comprou a arma usada no assalto por R$ 2 mil e que ficou com parte dos bens roubados.


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