22/11/2017 às 19h50min - Atualizada em 22/11/2017 às 19h50min

Submarino desaparecido já estaria com escassez de oxigênio

Reuters
O submarino San Juan, fabricado na Alemanha na década de 1980 | foto: divulgação Foto: Divulgação / BBCBrasil.com

A busca por um submarino argentino que desapareceu há uma semana no Atlântico Sul entrou em uma fase crítica nesta quarta-feira, uma vez que seus tripulantes podem começar a sofrer com falta de oxigênio.

O submarino ARA San Juan pode estar sem propulsão e submerso devido a uma falha elétrica, o que deixaria seus tripulantes com pouco oxigênio, caso não tenham sido capazes de renová-lo nos últimos dias.

"Estamos na parte crítica, especialmente no que se refere ao oxigênio. Não temos nenhum rastro", disse o porta-voz das Forças Armadas, Enrique Balbi, em Buenos Aires.

Mesmo assim, Balbi expressou esperança de que o clima favorável desta quarta-feira permitirá novidades na busca, depois que o vento forte e algumas tempestades durante o final de semana dificultaram as operações de resgate, das quais participam cerca de 4 mil pessoas e aproximadamente 30 aviões e barcos da Argentina, Estados Unidos, Reino Unido, Brasil e Chile.

Mulher caminha diante de bandeira argentina em base naval em Mar del Plata   21/11/2017     REUTERS/Marcos Brindicci

Mulher caminha diante de bandeira argentina em base naval em Mar del Plata 21/11/2017 REUTERS/Marcos Brindicci


Mulher caminha diante de bandeira argentina em base naval em Mar del Plata 21/11/2017 REUTERS/Marcos Brindicci
Foto: Reuters

Até agora, uma superfície de quase 500 mil quilômetros quadrados onde acredita-se que o submarino pode estar foi patrulhada pelo ar, embora ainda falte rastrear uma ampla área de forma marítima.

Os familiares dos tripulantes começaram a mostrar desespero na cidade de Mar del Plata, onde o submarino deveria ter chegado no começo da semana.

"Viemos hoje porque tínhamos esperança de que tinham voltado. É incompreensível que tenha passado tanto tempo. Temos muita dor", disse à Reuters Elena Alfaro, irmã de Cristian Ibáñez, especialista em radares que estava no submarino.

Elena Alfaro, irmã de Cristian Ibáñez, um dos 44 membros da tripulação do submarino desaparecido ARA San Juan, fala a jornalistas fora de uma base naval argentina em Mar del Plata, Argentina.

Elena Alfaro, irmã de Cristian Ibáñez, um dos 44 membros da tripulação do submarino desaparecido ARA San Juan, fala a jornalistas fora de uma base naval argentina em Mar del Plata, Argentina.


Elena Alfaro, irmã de Cristian Ibáñez, um dos 44 membros da tripulação do submarino desaparecido ARA San Juan, fala a jornalistas fora de uma base naval argentina em Mar del Plata, Argentina.
Foto: Marcos Brindicci / Reuters

A embarcação deixou a cidade de Ushuaia no dia 13 de novembro a caminho de Mar del Plata, uma cidade turística localizada 400 quilômetros ao sul de Buenos Aires, e deveria ter chegado a sua base no último domingo ou segunda-feira. A última vez que o submarino fez contato com o continente foi no dia 15 de novembro.
 


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