22/11/2017 às 20h30min - Atualizada em 22/11/2017 às 20h30min

Justiça manda Garotinho para presídio onde estão Cabral e Picciani

Ex-governador foi levado inicialmente para quartel de Bombeiros

R7
Garotinho foi levado para quartel dos Bombeiros Estefan Radovicz/Agência O Dia - 22.11.2017

A Justiça do Rio determinou, na tarde desta quarta-feira (22), que o ex-governador Anthony Garotinho seja transferido para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, zona norte do Rio. Garotinho foi preso nesta manhã e levado para o quartel dos Bombeiros no Humaitá, zona sul do Rio.

Segundo o TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), a VEP (Vara de Execuções Penais) enviou ofício ao secretário de Administração Penitenciária, coronel Erir Ribeiro da Costa, determinando a transferência dele para o mesmo presídio onde estão Sérgio Cabral e Jorge Picciani. Ainda de acordo com a Justiça, a decisão foi tomada após a VEP ter conhecimento de que Garotinho foi levado para o quartel.

Os ex-governadores Anthony Garotinho e a mulher, Rosinha Garotinho, foram presos pela Polícia Federal na manhã desta quarta. Os pedidos de prisão foram feitos pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que apura a arrecadação de dinheiro ilícito para o financiamento de campanhas do grupo político do casal em Campos dos Goytacazes (RJ).

Segundo a Polícia Federal, Garotinho, a mulher e outras seis pessoas são acusadas dos crimes de corrupção, concussão, participação em organização criminosa e falsidade na prestação das contas eleitorais.

 

Entre os alvos da operação estão um ex-secretário de Garotinho, detido em Campos, e o presidente nacional do PR (Partido da República), Antônio Carlos Rodrigues.

Em nota, a PF diz que as investigações, conjunta com o Ministério Público Estadual, identificaram "elementos que apontam que uma grande empresa do ramo de processamento de carnes firmou contrato fraudulento com uma empresa sediada em Macaé/RJ para prestação de serviços na área de informática. Suspeita-se que os serviços não eram efetivamente prestados e que o contrato de aproximadamente R$ 3 milhões serviria apenas para o repasse irregular de valores para utilização nas campanhas eleitorais".

Ainda de acordo com a nota da PF, "outros empresários também informaram à PF que o ex-governador cobrava propina nas licitações da prefeitura de Campos, exigindo o pagamento para que os contratos fossem honrados pelo poder público daquele município. Um ex-secretário municipal também foi preso. Os presos serão encaminhados ao sistema prisional do estado, onde permanecerão à disposição da Justiça".

A defesa de Garotinho afirma que o político está sendo “vítima de perseguição desde que denunciou o esquema do governo Cabral na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) e as irregularidades praticadas pelo desembargador Luiz Zveiter”.


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