28/10/2016 às 14h24min - Atualizada em 28/10/2016 às 14h24min

Cirurgia inédita no Espírito Santo corrige má-formação em recém-nascido

Marina nasceu com uma má-formação no intestino e foi operada ainda ligada à mãe pelo cordão umbilical

Gabriela Singular
Gazeta Online
Segundo a mamãe de segunda viagem, a recuperação está sendo ótima (Foto: Divulgação | Maternidade Vitória Apart )

A pequena Marina nasceu com gastrosquise, quando o intestino fica para fora do abdômen, e precisou ser operada durante o parto, ainda conectada à placenta da mãe. Esse tipo de cirurgia foi feito pela primeira vez no Espírito Santo, no dia 24 de setembro deste ano.

Durante uma ultrassonografia, a engenheira agrônoma Priscila Andrade Silva descobriu que as alças do intestino da criança estavam para fora do corpo, devido a uma má-formação na parede do abdômen. "No primeiro momento, nós ficamos bastantes receosos. Mas conversamos com os médicos e eles foram nos acalmando", lembra.
Com 8 meses de gestação, Marina veio ao mundo e teve que ser operada imediatamente pela equipe de médicos da Maternidade Vitória Apart, na Serra.
Ainda ligada à mãe pelo cordão umbilical, a recém-nascida foi colocada entre as pernas da progenitora e os médicos acomodaram o intestino no abdômen da criança.

Equipe médica responsável pela cirurgia inédita no ES Foto: Divulgação | Maternidade Vitória Apart
Nos primeiros minutos, não foi necessário o uso de anestesia. Como ainda estava conectada à mãe, a menina recebia oxigênio e a anestesia da mãe que foi ministrada durante o parto.
Após o processo, o cordão umbilical foi cortado e, Marina, recebeu um anestésico local para o fechamento da cavidade abdominal. O processo durou cerca de 40 minutos.
A ginecologista e obstetra Andrea Fiorini, que realizou parto, destaca que a disciplina, o otimismo e a confiança da mãe foram de extrema importância para o sucesso do caso. O bebê nasceu com quase 38 semanas de gestação, com 2,6 quilos e 49 centímetros.
Segundo a mamãe de segunda viagem, a recuperação está sendo ótima. "Ela já consegue mamar e defecar normalmente".
A intensivista pediátrica da Perinatal Vitória, Karina Cuzzuol, conta que a cirurgia foi um sucesso. "Ficamos bem empolgados pela cirurgia. Foi bem emocionante. Preparamos tudo para acontecer na segunda-feira, mas ela quis vir antes. Tudo que programamos deu certo, e foi sucesso. Ficamos bem felizes".
 
 
 

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