01/02/2018 às 16h25min - Atualizada em 01/02/2018 às 16h25min

Corpo de Neivo Joris será velado a partir das 22h, em Marcelândia

Página Press
MIZAEL DUARTE
Neivo Joris (Foto: Facebook)
O corpo do Senhor Neivo Joris, de 67 anos, será velado a partir das 22h desta quinta-feira (01), na Capela Mortuária, em Marcelândia.

O sepultamento está previsto para as 08h30min desta sexta-feira (02), no cemitério municipal, com celebração da missa de corpo presente na Igreja Matriz, conforme informação dos familiares.
 
Joris é um dos pioneiros, chegou ao município no ano de 1986 com sua família, onde montou sua primeira indústria madeireira. Ele morreu ontem, vítima de um infarto no estado do Paraná onde passava ferias.

HISTÓRIA
 
Neivo Joris nasceu no município de Erechim no estado do Rio Grande do Sul, filho do senhor Pedro Ioris e Elidia Chipette Ioris, sendo primogênito de uma família composta por treze irmãos, sendo três homens e dez mulheres. Casado com a senhora Maria Salete Ronsani Joris e é pai de Fransciele, Fernando e Fábio.

Teve uma infância muito difícil. Por ser o mais velho, sempre teve que trabalhar com seu pai na “roça” para ajudar no sustento da família, e em virtude do trabalho, cursou apenas o primário.

De família católica, na adolescência e juventude, participou ativamente de atividades da igreja, como membro dos grupos de jovem.

 Em 1978 nasceu a sua primeira filha, Fransciele.

Em 1980, mudou-se com a família para o estado de Mato Grosso, na recém fundada cidade de Sinop, para trabalhar em uma indústria de laminação de madeira em seguida trabalhou também como motorista de caminhão. Do seu trabalho, conseguiu adquirir um trator e passou a trabalhar por conta própria na extração de madeira.

Em 1981, nasceu o seu segundo filho Fernando.

Em 1985, nasceu o seu terceiro filho Fábio.

Em 1986, mudou-se para Marcelândia (ano de sua emancipação) e pensando em uma vida melhor para a família, juntou-se com dois amigos e criaram sua primeira empresa (Indústria Madeireira) “Madeireira Central-Sul”. A indústria que iniciou pequena (Pica-Pau), cresceu gerando empregos, renda e participando do crescimento econômico do recém criado município, passando a ser nos anos 90, uma das maiores e mais respeitadas da cidade.

Durante os anos 80 e 90, compôs as diretorias da Igreja Católica, e contribuiu com toda sua família, para a construção da Igreja Matriz (Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição) e posteriormente da Construção do Salão Paroquial, prédio marcante da cidade.

Em 1993, tornou-se majoritário nos negócios, tornando-se único proprietário e continuou expandindo.

Em 1988, candidatou-se ao cargo de vereador, pelo Partido da Frente Liberal, tornando-se o primeiro suplente na Legislação de 1989/1992.

Em 1999, voltou à militância política, participando da fundação do PPS na cidade, sendo membro da comissão executiva da sigla no município. Em 2009, foi eleito Presidente da sigla, função que permanece até os dias de hoje. Também em 1999, expandiu seus negócios para além das fronteiras do município, comprando no município de Paranaíta, em sociedade com seu amigo Algacir Fistarol, a Madeireira Ruralha. Para administrar seus negócios em Paranaíta, incumbiu seus filhos Fransciele e Fernando, que sempre o ajudaram nos negócios.

Em 2001 viveu uma grade tragédia familiar. Nas águas do Rio Teles Pires, em Paranaíta, um acidente levou a morte seu filho Fernando. Apesar da grande dor, crente em Deus como sempre foi se manteve firme em seus propósitos, tal como pai, esposo e empresário. Com a perca do filho, deixou o empreendimento em Paranaíta e voltou a concentrar seus negócios somente em Marcelândia.

Sempre trabalhou em defesa da classe e do desenvolvimento da sociedade. Participou da fundação e compôs a diretoria da ASSIMMA – Associação das Indústrias Madeireiras de Marcelândia.

Em 2004, foi eleito Presidente da entidade, e reeleito em 2006, permanecendo até 2008.

Em 2010, a cidade passou por uma grande tragédia, com o incêndio florestal que atingiu o setor industrial da cidade. Várias empresas foram queimadas, e entre elas, sua empresa queimou totalmente, inclusive os estoques.

Como o setor já passava por dificuldades econômicas em virtude de falta de projetos de manejo, a tragédia poderia ter sido o Decreto para o fim do empresário Neivo. Ao contrário do esperado, Neivo vendeu bens e buscou parcerias, e reconstruiu rapidamente a empresa e retomou suas atividades. Sem ajuda de governo, continua produzindo para pagar os investimentos.

Neivo Joris e sua família exerceram também atividade pecuária, e chegou a investir na agricultura por alguns anos, com plantação de milho e soja. No entanto, com a falta de regularização fundiária e consequente falta de crédito, deixou a atividade e se concentra hoje apenas na indústria madeireira, sua verdadeira e principal vocação.

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