07/02/2018 às 16h50min - Atualizada em 07/02/2018 às 16h50min

Pedido de impeachment de Taques está em análise jurídica, afirma Botelho

Anderson Hentges
O pedido de impeachment do governador Pedro Taques (PSDB), protocolado na Assembleia Legislativa pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), na última quarta-feira (31), já está na procuradoria para análise jurídica.

Conforme o presidente do Legislativo estadual, Eduardo Botelho (PSB), o parlamento irá seguir os trâmites legais do regimento interno, ou seja, o documento será analisado e após o parecer da equipe jurídica as medidas cabíveis serão tomadas. “Tendo fundamentação eles devolvem para o presidente, aí encaminha para leitura em plenário e dá andamento, se não houver fundamentação jurídica, a procuradoria recomenda que seja arquivado”, disse em entrevista para a rádio Capital FM.

A solicitação para o afastamento do chefe do Executivo estadual ocorreu devido ao atraso dos repasses do duodécimo para o Poder Judiciário. De acordo com o presidente do sindicato, Rosenwal Rodrigues Santos, o montante ultrapassa R$ 250 milhões, referentes aos anos de 2015,2016 e 2017, contudo, o Estado efetuou o pagamento de R$ 65 milhões em janeiro deste ano.

Também foi solicitado por meio de liminar o bloqueio do valor, para que se garanta o pagamento aos poderes. A ação tramita na vara de ação civil pública e ação popular.

Pedro Taques alegou que há inconstitucionalidade no pedido do sindicato. Nesta linha, Rosenwal rechaça a atitude do governador e alega que o tucano não tem conhecimento sobre a Constituição. “Nessa hora ele aplica a constituição e diz que não tem constitucionalidade, e na hora de pagar o que é devido na Constituição, porque ele não aplica”?, questiona.
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