08/02/2018 às 16h41min - Atualizada em 08/02/2018 às 16h41min

“Falar em traição é conversa fiada; temos o direito de mudar”

Ex-prefeito Mauro Mendes disse que ser candidato, ou não, é decisão difícil de ser tomada

Mídia News
CAMILA RIBEIRO
Foto: Reprodução

O ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), dá cada vez mais sinais de que deve concorrer ao Governo do Estado nas eleições deste ano, enfrentando o governador Pedro Taques (PSDB), que deverá sair candidato à reeleição.

Na manhã desta quinta-feira (8), ele falou, por exemplo, que não se deixará levar pela história de que uma possível disputa contra Taques configuraria uma “traição”, já que ambos são aliados políticos há algum tempo.

“Estou muito tranquilo para tomar uma decisão. Essa conversa fiada que falam de traição, isso é conversa pra boi dormir. O cidadão que votou em 2014 no Pedro Taques, votou por quatro anos, quem apoiou também foi por quatro anos”, afirmou Mendes.

“Assim como quem votou, quem apoiou tem o direito de chegar agora em 2018 e fazer uma análise do mandato do governador, dos deputados federais, senadores, enfim, de todos aqueles que estão se recandidatando. Enfim, analisar se cada um deles fez bom trabalho. Se achar que não, tem todo direito de mudar. Estou num grande grupo de pessoas que têm o direito de analisar”, disse.

As declarações foram dadas na manhã desta quinta-feira (8), em entrevista na Rádio Vila Real FM.

O ex-prefeito disse que tem adotado muita cautela quanto um possível retorno a um cargo público.

Ele afirmou que até o final de março se filiará a um novo partido, podendo ser o DEM ou o PP e que, em seguida, fará uma análise se será candidato ou não.

“Responsabilidade”

Durante a entrevista, Mendes prometeu que tal decisão não será tomada de última hora.

Ele afirmou, contudo, que a primeira avaliação será feita em conjunto com sua esposa, Virgínia Mendes e os filhos.

“Compreendo toda essa ansiedade que algumas pessoas têm quanto essa decisão. Algumas pessoas gostam de mim, outras não, mas saímos de Cuiabá com boa aprovação, alguns institutos mostraram próximo de 80% de aprovação”, disse.

“Não é uma decisão fácil, ser ou não candidato. Olho a política com responsabilidade, não estou preocupado com vaidade de ser governador. Não vou ser político profissional de carreira. Dei contribuição como prefeito, se tiver condições de dar novamente, me apresento. Não vou tomar decisão de última hora. Em abril ou maio, com certeza, vou dizer sim ou não”, afirmou.


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