09/02/2018 às 16h11min - Atualizada em 09/02/2018 às 16h11min

Cerimônia de abertura 'tecnológica' tem união das Coreias como ponto alto

Entrada de atletas das Coreias do Sul e do Norte, juntos, emocionou o público. Cerimônia discreta exaltou as transformações tecnológicas do país asiático

Lucas Vidigal (O correio)
Lucas Vidigal (O correio)
Nenhum dos espetáculos artísticos chamou mais a atenção dos cerca de 35 mil presentes no Estádio Olímpico de PyeongChang do que a entrada dos atletas das duas Coreias. A marcha dos dois países, que encerrou o desfile das delegações, marcou a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno na manhã desta sexta-feira (9/2).
 
Não que a cerimônia de abertura não tenha sido bonita. A homenagem à tecnologia de ponta sul-coreana foi outro ponto alto do evento. Afinal, o país asiático sedia empresas como Samsung, Hyundai e conta com parques industriais de causar inveja a nações historicamente mais desenvolvidas. 
 
Impressionou a formação dos anéis olímpicos por drones que voavam atrás do estádio — ainda que tenha sido pré-gravada para evitar qualquer risco de falha. Em Sochi-2014, um dos aros não abriu, e o defeito empobreceu um dos momentos chave de cerimônias de abertura.
 
Porém, toda a parte artística ficou em segundo plano com a participação das duas Coreias, que não foi restrita ao desfile das delegações. Em outro momento emocionante, duas atletas, uma do Norte e outra do Sul, levaram a tocha olímpica até a patinadora Yuna Kim. Patinando, a medalhista de ouro em Vancouver-2010 acendeu a pira e deu início aos Jogos Olímpicos de Inverno.
Lembra dele? Mesmo com a sensação térmica beirando os -10°C, Pita Taufatufoa, o ‘besuntado de Tonga’, repetiu Rio-2016 e entrou no Estádio Olímpico com um ta’ovala. O traje é típico da pequena ilha do Pacífico onde vivem apenas 107.122 habitantes. Para não congelar, o atleta vestia camadas de casaco até momentos antes de começar a desfilar.
 
Pita conseguiu classificação aos Jogos Olímpicos de Inverno em janeiro. Agora, ele compete no esqui cross-country, esporte muito diferente ao tae kwon do que o levou ao Rio de Janeiro, há um ano e meio. Na Olimpíada de Verão, Pita teve participação discreta e caiu logo na primeira luta.

Presidente do COI exalta 'diversidade'

Em discurso curto e comedido, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o alemão Thomas Bach, comparou o desfile da Coreia unificada com a participação de atletas refugiados na Rio-2016. O dirigente classificou a participação dos dois países como um exemplo de “diversidade”.
 
Esperava-se que Bach desse alguma declaração sobre o recente escândalo envolvendo o doping de atletas da Rússia. O país está suspenso das Olimpíadas, e os 168 esportistas russos vão competir sob bandeira neutra na Coreia do Sul. O chefe do COI, porém, disse apenas esperar “jogos limpos”.

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