18/02/2018 às 15h36min - Atualizada em 18/02/2018 às 15h36min

Juiz manda penhorar R$ 147 mil de ex-governador de MT para pagar dívida com médico

Ação não traz detalhes sobre origem da dívida contraída há dois anos

Folha Max
DIEGO FREDERICI

O juiz da Nona Vara Cível, Gilberto Lopes Bussiki, mandou penhorar até R$ 147.127,80 mil das contas bancárias do ex-governador, ex-senador, ex-deputado federal, ex-conselheiro e ex-prefeito de Várzea Grande, Julio José De Campos (DEM), e de sua filha, Consuelo Maria Pinto De Campos, em favor do médico J.E.C.C, que há dois anos tenta receber os valores numa ação de execução. O processo não traz detalhes sobre a origem da cobrança.

A decisão é do último dia 5 de fevereiro. “Defiro o pedido de nova tentativa de penhora on-line, que deverá recair sobre dinheiro na conta dos executados Consuelo Maria Pinto De Campos e Julio José De Campos até o valor do débito existente perfazendo a quantia de R$ 147.127,80”, disse o magistrado

 

Em sua decisão, o magistrado ressaltou que apesar da ação tramitar já há dois anos ainda não foi possível efetuar o pagamento ao médico. “Conforme se dessume de todo o processado, não tendo os executados adimplido o débito voluntariamente, nem apresentado bens passíveis de penhora, bem como inexistindo qualquer restrição à penhora online e, considerando que a execução já se arrasta por mais de dois anos, é de todo válido o pedido a fim de assegurar o juízo em sua integralidade, devendo, consequentemente, ser deferida a tentativa de penhora on line”, destacou.

Caso a penhora se torne infrutífera o magistrado orientou o médico a informar se deseja tomar outra medida como por exemplo o bloqueio de bens de Júlio Campos. “Oficie-se ao departamento responsável pela Conta Única do Tribunal de Justiça informando sobre a constrição realizada nos autos, fornecendo as informações necessárias para a vinculação do valor penhorado nestes autos. Caso a penhora torne infrutífera intime-se a exequente, para impulsionar o feito, requerendo o que entender de direito no prazo de cinco dias”, decidiu. 


Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »