18/02/2018 às 16h51min - Atualizada em 18/02/2018 às 16h51min

Número um do PCC, Gegê do Mangue, é encontrado morto no Ceará

Corpo foi identificado pelas tatuagens; outro membro da facção, Paca, estava morto ao lado

O Globo
ALINE RIBEIRO
Gegê tinha sinais de execução, com tiro na cabeça e facada nos olhos - Reprodução TV GLOBO
SÃO PAULO — Dois integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) foram encontrados mortos na última sexta-feira em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza, Ceará. Um dos corpos era de Rogério Jeremias de Simone, conhecido como Gegê do Mangue, o número um da facção fora da prisão. O outro era de Fabiano Alves de Souza, conhecido como Paca.

Os corpos de Gegê e Paca foram encontrados em uma reserva indígena com sinais de execução, como tiros na cabeça e facadas nos olhos. Não foram encontrados documentos de identificação, mas as tatuagens dos corpos e comunicação com os familiares indicam se tratar dos dois.

A polícia ainda investiga a motivação dos assassinatos. Segundo um dos investigadores do caso, a principal suspeita é que as mortes tenham sido uma retaliação da própria facção criminosa. É possível que o assassinato tenha relação com uma ordem de Gegê, em dezembro do ano passado, de executar um ex-membro da facção sem ter consultado outros líderes. Outra hipótese, ainda não descartada, é que eles tenham sido morto por membros de facções rivais.

Gegê era, possivelmente, a principal liderança do PCC depois de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, que cumpre pena no presídio de segurança máxima de Presidente Venceslau. A polícia acreditava que Gegê controlava o tráfico de drogas da facção no Paraguai. Ele estava foragido desde abril de 2017, quando não compareceu no seu próprio julgamento.

Nesse julgamento, Gegê foi condenado a 47 anos de prisão por dois homicídios triplamente qualificados cometidos em 2004, quando ele ordenou a execução de dois bandidos de dentro de um presídio. Gegê tem passagens por homicídios, roubos e tráfico de drogas.

Segundo o Ministério Público, Gegê tinha sido elevado a número um da facção pelo próprio Marcola. Ele e Paca eram os principais mandantes das operações recentes do PCC.


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