31/10/2016 às 11h24min - Atualizada em 31/10/2016 às 11h24min

"Pode espernear", ironiza Emanuel sobre ação do PSDB

Welington Sabino
Gazeta Digital

Emanuel Pinheiro (PMDB), prefeito eleito de Cuiabá neste domingo (30) para comandar a Capital entre 2017 e 2020, comentou sobre a iniciativa do grupo derrotado, de Wilson Santos (PSDB), de acionar a Justiça para tentar anular o pleito, conforme antecipou o coordenador jurídico do tucano, José Antônio Rosa. Disse que eles podem espernear à vontade porque isso faz parte do processo eleitoral.

“O direito de espernear é legítimo. Se esperneia a Justiça está ai pra isso e nós não temos nenhuma preocupação. Sabemos da lisura e retidão da nossa campanha e determinação do candidato a prefeito necessariamente tinha que ser escrava da legislação eleitoral. Nossa candidatura, nossa campanha, ela foi escrava da legislação eleitoral e não temos nenhuma preocupação com isso e o direito de espernear é um direito sagrado”, disse Emanuel.

O advogado Nestor Fernandes Fidélis, assessor jurídico da coligação de Emanuel Pinheiro afirma estar tranquilo em relação à alegação do grupo adversário que já antecipou a propositura de uma ação para anular as eleições. José Rosa antecipou, antes mesmo do resultado final, que a eleição foi “fraudada” e citou detalhes de uma coletiva realizada na manhã de sábado pela coligação de Pinheiro.

Nestor Fidélis relatou ao Gazeta Digital já soube pela imprensa a respeito da declaração de Rosa de que vai tentar anular o resulta da eleição. “Nós teremos direito de nos defender assim como ele vai ter direito de se defender, o Wilson Santos, da ação que o Ministério Público propôs contra ele”, disse Nestor Fidélis.

O jurista também esclareceu o contexto em que fez as declarações contestadas pela coligação do tucano. “Ontem na coletiva o Emanuel Pinheiro falou a respeito da ação e eu falei alguma coisa também a respeito disso, um pedido que o Ministério Público fez”, destaca. Fidélis garante que o teor de suas declarações e de Pinheiro foram somente acerca da ação proposta pelo MPE.

“O Emanuel falou assim: Nestor explique o teor dessa ação e eu falei pra ele que o Ministério Público pediu a cassação do registro da candidatura e a consequência disso, é importante que o eleitor saiba, a consequência da cassação de registro é não ter mais registro. Os votos são anulados, são zerados. É claro, eu disse ontem, que haverá oportunidade de defesa, isso vai passar por um julgamento ainda, mas as provas apresentadas pelo Ministério Público são provas robustas”, esclarece.

Por fim, ele disse ter a convicção de que a ação do Ministério Público contra Wilson serão julgada procedente. “ O Ministério Público entrou com essa ação com base num trabalho feito pela Polícia Federal, no qual 3 agentes da Polícia Federal numa ação de compra de votos de eleitores e deram dinheiro para os policiais federais como se eles fossem eleitores comuns que estariam sendo comprados. São provas robustas, certamente, digo e repito, certamente, a Justiça vai julgar procedente essa ação”, enfatiza.

Sem medo de anulação do pleito

Nestor Fidélis acredita que a ação anunciada por Rosa não irá prosperar na Justiça Eleitoral e ele bem como na coligação de Emanuel Pinheiro não temem uma decisão contrária. “De forma alguma. Se a minha declaração comprometeu a lisura do pleito, o que não dizer de tudo o que eles fizeram no segundo turno. Eu respeito o José Rosa, que é professor de Direito Eleitoral, mas vamos continuar defendendo o Emanuel Pinheiro porque não houve nada de irregular”, atesta Fidélis.


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