21/02/2018 às 13h25min - Atualizada em 21/02/2018 às 13h25min

Isadora faz história ao classificar Brasil à final da patinação artística

Correio Braziliense
AFP

Ao som da música “Hallelujah”, de Leonard Cohen, a jovem Isadora Williams, de 22 anos, levou o Brasil à final da patinação artística nos Jogos de Inverno de PyeongChang-2018, feito inédito não apenas para o país, como para a América do Sul. Após encarar a frustração de ficar em último lugar na estreia olímpica em Sochi há quatro anos, Isadora comemorou a 17ª colocação e a classificação para a decisão: “Foi uma redenção de Sochi”.

A competidora do Brasil foi a segunda a se apresentar no ringue do Gangeung Ice Arena na noite desta terça-feira (20/2). Ela admitiu que estava nervosa antes da prova, mas vibrou com um soco para o ar assim que terminou a performance. “Fiz a apresentação que queria ter feito, uma apresentação limpa, sem erros. Realizei meu sonho, que era fazer uma apresentação perfeita nos Jogos Olímpicos”, disse.

Isadora fez 15 pontos a mais do que na estreia dela em Olimpíadas, alcançando a melhor nota da sua carreira, um 55.74, na Coreia do Sul. A russa Alina Zagitova, de 15 anos, foi a melhor patinadora do programa curto, com 82,92 pontos, um novo recorde mundial, seguida pela compatriota Evgenia Medvedeva, com 81,61, e pela canadense Kaetlyn Osmond, com 78,87.

As emoções da classificação à final foram expressas em inglês, já que admitiu ao Blog Elas no Ataque, antes mesmo de viajar para a Coreia, que fica nervosa com entrevistas em português: “Estudei português. Sei ler, escrever e consigo conversar, mas fico nervosa com as entrevistas ao vivo e acabo misturando tudo”, disse na época, ao explicar que tem sotaque.

Nascida e criado nos Estados Unidos, Isadora optou, ainda aos 9 anos, em representar o Brasil, país da mãe, uma mineira de Belo Horizonte que viajou para estudar moda em Nova York, onde conheceu o pai de Isadora. No Brasil, ela já viajou várias vezes. As recordações que mais gosta do país que defende nas pistas de gelo são dos mercadões, o que não têm nos Estados Unidos. “Para mim, é fascinante ver tanta gente falando português, com música, comida e as frutas com belas cores. Gosto muito da música e da alegria do povo brasileiro”.

A norte-americana abrasileirada volta à Gangeung Ice Arena nesta quarta-feira (21/2), a partir  das 22h de Brasília para disputar a final, que será decidida entre as 24 melhores colocadas do programa curto.


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