21/02/2018 às 14h12min - Atualizada em 21/02/2018 às 14h12min

O Outro Lado do Paraíso erra ao abordar estupro e pedofilia

Especialistas condenam a forma como os temas foram postos em debate. Violência sexual ganhou força nos últimos anos na TV

Metrópoles
TV GLOBO/DIVULGAÇÃO

A maneira como a TV – em especial novelas e minisséries – aborda determinados temas pauta as discussões na sociedade. Há apenas quatro meses no ar, O Outro Lado do Paraíso tem feito pessoas de todas as camadas sociais refletirem sobre um assunto incômodo, porém necessário, a pedofilia.

Escrita por Walcyr Carrasco, a história da jovem Laura (Bella Piero) estuprada pelo padrasto (Flávio Tolezani) aos 8 anos de idade lembra casos da vida real, tantas vezes presentes nas manchetes dos noticiários.

Em O Outro Lado do Paraíso, o autor escreveu uma cena em que Clara (Bianca Bin) é estuprada pelo noivo Gael (Sergio Guizé) durante a lua de mel. A passagem causou polêmica, pois violência dentro do casamento ainda é um grande tabu para a sociedade. Em muitos relacionamentos abusivos, as mulheres sentem-se obrigadas a obedecer aos impulsos do marido.

Nos dois casos, o retrato das violências sexuais foram alvos de críticas por parte de especialistas. Na situação vivida por Laura, a moça procurou uma coach em busca de tratamento – quando o indicado é procurar de psicólogos e psiquiatras. O Conselho Federal de Psicologia afirmou, em nota oficial, que a emissora presta um “desserviço à população brasileira ao tratar com simplismo e interesses mercadológicos” o sentimento de jovens vítimas de abusos sexuais na infância.


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