22/02/2018 às 14h48min - Atualizada em 22/02/2018 às 14h48min

Ministério da Educação vai questionar curso sobre “golpe” contra Dilma

Para o MEC, a disciplina usa a máquina pública para “benefício político e ideológico de determinado segmento partidário”

Gabriel de Arruda Castro
Ministro da Educação, Mendonça Filho (Fota: José Cruz Agência Brasil)

O Ministério da Educação (MEC) vai questionar, em diversas frentes, a criação de um curso na Universidade de Brasília para estudar o “golpe” contra Dilma Rousseff.
 

A matéria “O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil” é oferecida a alunos de graduação pelo Instituto de Ciência Política da Universidade.

A pasta anunciou na noite desta quarta que vai recorrer à Advocacia-Geral da União, ao Tribunal de Contas da União, à Controladoria-Geral da União (CGU) e ao Ministério Público Federal (MPF) para investigar a possível prática de improbidade administrativa. O MEC acredita que o curso pode ser configurado como “proselitismo político e ideológico”. 

 

“A ementa da disciplina traz indicativos claros de uso de toda uma estrutura acadêmica, custeada por todos os brasileiros com recursos públicos, para benefício político e ideológico de determinado segmento partidário, citando, inclusive, nominalmente o PT”, informou, em nota, o ministério. 

Ainda de acordo com a nota, o ministro Mendonça Filho “lamenta” que a UnB “adote uma prática de apropriação do bem público para promoção de pensamentos político-partidário”. 

A disciplina, oferecida para alunos da graduação neste semestre, parte do pressuposto de que o impeachment foi golpe, e baseia todo o seu plano de estudo a partir disso. 

De acordo com a ementa, o curso tem três objetivos:“Entender os elementos de fragilidade do sistema político brasileiro que permitiram a ruptura democrática de maio e agosto de 2016, com a deposição da presidente Dilma Rousseff”, “Analisar o governo presidido por Michel Temer e investigar o que sua agenda de retrocesso nos direitos e restrição às liberdades diz sobre a relação entre as desigualdades sociais e o sistema político no Brasil” e “Perscrutar os desdobramentos da crise em curso e as possibilidades de reforço da resistência popular e de restabelecimento do Estado de direito e da democracia política no Brasil”.


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