23/02/2018 às 13h39min - Atualizada em 23/02/2018 às 13h39min

Justiça do Trabalho determina retorno de presidente afastado da Fecomércio-MT

RD News
Tarso Nunes
Reprodução

A Justiça do Trabalho, em caráter liminar, determinou o retorno do presidente afastado da Fecomércio-MT, Hermes Martins, e do tesoureiro Paulo Sérgio Ribeiro. Com isso, João Flávio Barbosa Salles que estava na presidência deixa o cargo. O despacho proferido nesta quinta (22) é do juiz da Segunda Vara de Tangará da Serra, Anesio Yssao Yamamura.

Na semana passada, Hermes foi afastado do cargo durante votação na assembleia entre os membros cujo resultado foi de 8 votos a 7. A reunião foi marcada por bastante confusão e com agressões físicas entre os conselheiros.

O juiz também anulou a assembleia, uma vez que o voto de Junior Cesar Vidotti não poderia ser computado. De acordo com a decisão, Vidotti não é mais presidente, tampouco conselheiro representante do Sincalco-MT. “Estou convencido da existência de indícios de irregularidades da votação”, consta no despacho.

Conforme a defesa de Hermes, Vidotti deixou a presidência no último dia 2 e a votação na assembleia ocorreu 12 dias após ter deixado o cargo para Valdir Adão Macagnan Junior. Portanto, ele não poderia ter participado da votação, pois não era mais presidente e nem conselheiro.

A nova diretoria preparava um auditoria detalhada acerca dos gastos da Federação em 2017, cópias dos contratos de prestadores de serviço e dos cheques microfilmados que se referem ao caso de lavagem de dinheiro ocorrida no período de janeiro a agosto de 2015, a fim de identificar os envolvidos e eventuais beneficiários desses cheques.

Hermes pontua que nos últimos dois anos desenvolveu uma série de ações em prol da classe empresarial, tirando a entidade de uma inércia e de um papel de “balcão de intereses políticos para uma Federação atuante e ediciente na defesa do empresariado".

Outro Lado

O advogado de João Flávio, Marilton Casal, explica que irá recorrer da decisão. Alega que Vidotti não estava irregular, uma vez que o próprio sindicato havia estendido o mandato dele. Acusa ainda o grupo de Hermes de ter manobrado para prolongar o mandato de um sindicato que o apoiava. “A Fecomércio não pode estender o mandato dos presidentes dos sindicatos. Apenas os próprios sindicatos que podem fazer isso”, sustenta.

Confusão

Após a briga durante assembleia realizada, nova confusão ocorreu no dia seguinte. Por volta das 8h, João e uma equipe de advogados chegaram à Fecomércio para dar expediente. Segundo o advogado Marilton Casal, o superintendente da Federação, Evaldo Silva, chegou mais tarde e teria começado a trancar as portar do local. O advogado diz que Evaldo tentou pegar alguns documentos, momento em que a polícia foi acionada.

 

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