23/02/2018 às 14h42min - Atualizada em 23/02/2018 às 14h42min

'Não sou candidato à reeleição', diz Michel Temer em entrevista

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, Temer rebateu as acusações de que o governo federal está fazendo a intervenção no Rio de Janeiro pensando nas eleições deste ano

Correio Braziliense
Rodolfo Costa
"É uma jogada de mestre", disse Temer sobre a intervenção no Rio de janeiro (foto: Reprodução/Twitter Michel Temer)
O presidente Michel Temer não será candidato nas eleições deste ano. Apesar de avaliações de aliados e pessoas próximas acreditarem que o êxito na intervenção da segurança pública no Rio de Janeiro pode impulsionar a imagem dele e fortalecê-lo na corrida eleitoral, ele nega a vontade de concorrer à reeleição. 
 
A vontade de Temer, segundo garante o próprio emedebista, é ser candidato a fazer um bom governo. Ele admite, no entanto, que a intervenção é uma “jogada de mestre” no sentido de popularizar a imagem do atual governo. Mas assegura que não é uma medida eleitoral. “Não tem nada disso. Tenho dito reiteradamente que não sou candidato.
 
"Em política, as circunstâncias é que ditam a conduta. E as circunstâncias ditam que minha conduta. Não sou candidato. Já sou muito feliz de ter exercido a Presidência da República neste mandato”, afirmou nesta sexta-feira (23/2), em entrevista à Rádio Bandeirantes
 
A negativa de que a intervenção possa ser interpretada como uma ação eleitoral já havia sido refutada por Temer na quarta-feira. Em nota lida pelo porta-voz da Presidência da República, Alexandre Parola, o emedebista garantiu que o decreto não deve ser interpretado como um desejo de concorrer as eleições. Destacou, ainda, que as eleições nunca serão causas das medidas tomadas pelo governo federal. 
 
“O presidente da República reitera que toda e qualquer decisão de governo é regida exclusivamente pelas reais necessidades de encontrar soluções para os problemas do povo brasileiro. A agenda eleitoral não é, nem nunca o será, causa das ações do presidente”, destacou em nota.
 
O comunicado enfatizou, também, que assessores ou colaboradores que expressam ideias ou avaliações sobre o tema tema (a possibilidade de a intervenção reforçar a imagem do governo e de Temer) não falam e nem têm autorização para falar em nome de Temer. 

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