25/02/2018 às 15h25min - Atualizada em 25/02/2018 às 15h25min

Pedro Taques recebeu denúncia anônima de desvio no Detran e mandou ao MPE

Hiper Notícias
MICHELY FUGUEIREDO
Reprodução

Então senador da República, o hoje governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB) encaminhou ao Ministério Público Estadual (MP) denúncias de irregularidades no Departamento Estadual de Trânsito (Detran/MT). Um ofício do gabinete de Taques, com as informações recebidas por ele de forma anônima, faz parte dos documentos juntados ao inquérito existente.

O email encaminhado de forma anônima ao gabinete de Taques, à época senador pelo PDT, foi recebido no dia 10 de abril de 2012. Nele, diversas irregularidades são relatadas pela denunciante, que por temer represálias não se identificou. Ao tomar conhecimento dos fatos narrados, o hoje governador decidiu remeter as informações ao procurador-geral de Justiça à época, Marcelo Ferra de Carvalho.

A denúncia traz, entre as irregularidades, que envolveriam contratos diversos na autarquia, entre outros nomes, os do ex-presidente do Detran, Teodoro Lopes, o Doia, que firmou acordo de colaboração com o MP, revelando, por exemplo, o esquema de corrupção objeto da investigação da Operação Bereré, e o deputado estadual, Mauro Savi (PSB), implicado por Doia e investigado na mesma operação. O parlamentar nega qualquer participação no esquema.

Taques enviou o documento dois dias depois de receber a denúncia. Já no dia 18 de abril, uma assessora especial, ao apreciar o documento, informou que fatos semelhantes já estavam sob apuração, desde 2010, e sugeriu a remessa da denúncias a duas promotorias encarregadas do caso. A sugestão teve a concordância do então chefe de gabinete de Ferra, o hoje procurador-geral Mauro Curvo.

No início de maio, foi a vez da promotora Ana Cristina Bardusco remeter o caso ao Núcleo de Ações de Competências Originárias (Naco), uma vez que os fatos narrados envolviam Savi, que conta com prerrogativa de foro por função junto ao Tribunal de Justiça. O Naco é o setor do MP que investiga tais pessoas. Em julho, atendendo solicitação do MP, a delegada Liliana Murata instaurou o inquérito, que culminou com a deflagração da Operação Bereré.

 
 

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