26/02/2018 às 15h27min - Atualizada em 26/02/2018 às 15h27min

Três desembargadores aposentados recebem R$ 90 mil em MT

Gazeta Digital
ARTHUR SANTOS SILVA

Os desembargadores Mariano Alonso Ribeiro Travassos, José Ferreira Leite e Evandro Stábile, aposentados compulsoriamente, geram despesas de aproximadamente R$ 90 mil mensais ao Poder Judiciário de Mato Grosso. Os dados constam do portal da transparência.

O valor bruto pago é de R$ 30.4 mil para cada. Somados, os gastos chegam a R$ 91.4 mil por mês. Descontos diversos em impostos e contribuição retiram cerca de R$ 10 mil do salário de cada um deles.

Travassos e Ferreira Leite foram punidos em 2010 com a pena máxima de aposentadoria compulsória. Eles sofreram investigação pelo envolvimento no esquema de desvio de recursos para a Loja Maçônica Grande Oriente do Estado de Mato Grosso.

Outro desembargador, José Tadeu Cury, também foi aposentado no “Escândalo da Maçonaria”, mas morreu em 2017 e não gera mais despesas.

Os desembargadores e mais 7 magistrados responderam por desviar R$ 1,4 milhão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso para cobrir os prejuízos com a quebra da cooperativa de crédito Sicoob Pantanal, criada por maçons, de 2003 a 2005, época em que o desembargador José Ferreira Leite era presidente da Corte.

Evandro Stábile foi condenado em Procedimento Administrativo Disciplinar por venda de sentença. O desembargador foi afastado do cargo por determinação judicial em 2010, quando a Operação Asafe acabou deflagrada pela Polícia Federal.

A operação investigava vendas de sentença no Judiciário mato-grossense e o desembargado restou acusado de prática de corrupção passiva quando ocupava cargo de presidente no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). 


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