05/11/2016 às 19h13min - Atualizada em 05/11/2016 às 19h13min

Taques minimiza derrota em Cuiabá: “PSDB de MT é o que mais cresceu”

Tucanos fizeram 40 prefeituras, o que, segundo Taques, mostra força do partido

CAMILA RIBEIRO
MÍDIA NEWS
O governador Pedro Taques citou o crescimento do PSDB (Ednilson Aguiar/MidiaNews)

O governador Pedro Taques (PSDB) minimizou o fato de seu partido não ter eleito o próximo prefeito de Cuiabá, no último domingo (30). Os tucanos tinham como candidato o deputado Wilson Santos, que acabou sendo derrotado por Emanuel Pinheiro (PMDB).

“O cidadão é que escolhe, não é o governador. O governador tem um voto. O cidadão escolheu Emanuel Pinheiro, temos que respeitar. Eu seria o último a não respeitar isso”, disse Taques, em entrevista no Palácio Paiaguas, nesta quinta-feira (3).

Ele lembrou, inclusive, que os ex-governadores Blairo Maggi (PP) e Silval Barbosa (PMDB) também não conseguiram eleger os candidatos que apoiavam - Sérgio Ricardo em 2004 e Mauro Mendes em 2008 (apoiados por Maggi); e Lúdio Cabral em 2012 (que tinha apoio de Silval) saíram derrotados das eleições que disputaram, apesar do apoio do chefe do Executivo estadual à época.

“Aliás, os últimos governadores de Mato Grosso, todos, não fizeram o prefeito da Capital. Maggi não fez os dois prefeitos, em Cuiabá, Silval também não. Isso não é sangria desatada”, disse.

Taques afirmou ainda que o PSDB de Mato Grosso foi o que mais cresceu no País, saltando de 18 para 40 prefeitos.

“O PSDB fez quarenta prefeitos. Isso mostra nossa força no Estado”, afirmou.

“A avaliação que fazemos dessa eleição é a mais positiva possível, tanto que o presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves, disse que Mato Grosso foi o Estado onde o PSDB mais cresceu. Quando eu entrei no PSDB, o partido tinha dois prefeitos. Com minha entrada, passamos a 18 e agora estamos com 40”, completou.

O governador observou ainda que, em algumas cidades, o grupo político do qual o PSDB faz parte tinha dois candidatos, o que acabou pulverizando os votos.

“As circunstâncias precisam ser analisadas. Em Tangara da Serra, por exemplo, tivemos dois candidatos do nosso grupo político: o Reck Júnior (PSD) e o Vander Masson (PSDB). Isso é circunstancial”, disse.

“Sempre disse o seguinte: eleição municipal não tem absolutamente nada a ver com a política estadual”, finalizou.


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