06/11/2016 às 13h04min - Atualizada em 06/11/2016 às 13h04min

61,1% dos chefes de famílias cuiabanas estão endividados

Vinícius Bruno
A GAZETA

O nível de endividamento das famílias cuiabanas retraiu 5 pontos percentuais em outubro, se comparado a igual mês de 2015. O Índice de Inadimplência e Endividamento do Consumidor (Peic) aponta que 61,1% dos chefes de família da Capital estão endividados, um total de 115,986 mil indivíduos, sendo que em outubro do ano passado o percentual era de 66,1%.

Já o total de inadimplentes atinge 29,5% das pessoas com dívidas, percentual que também retraiu se comparado aos 12 meses anteriores quando chegou a 39,1%. Os dados são da Federação do Comércio de Bens, Serviço e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio/MT).

“Aos poucos os indicadores revelam uma relativa melhora no comportamento do consumidor”, avalia Hermes Martins, presidente da entidade. Ele atribui a redução da inadimplência e do endividamento à maior preocupação dos consumidores em se livrarem das dívidas, principalmente após o longo período de crise econômica.

“Por outro lado, a Peic também revela que a possibilidade de endividamento do consumidor está menor com a restrição de crédito. Contudo, na medida em que o nível de inadimplência diminui, as condições para o consumo começam a ficar menos rígidas, como é o caso da liberação de crédito. Esta evolução é importante no último bimestre do ano, quando ocorrem as datas mais apelativas para o comércio”.

Brasil - De acordo com a Peic nacional, divulgada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), 57,7% das famílias brasileiras possuíam algum tipo de dívida em outubro. O percentual foi menor que o registrado em setembro, quando eram 58,2% das famílias. Há um ano, 62,1% tinham dívidas.

Para os economistas da CNC, o índice atual é reflexo do alto custo do crédito, decorrente das elevadas taxas de juros, além da manutenção do mercado de trabalho frágil, que vem sustentando um nível de consumo mais retraído, provocando também a diminuição recente dos níveis de endividamento, conforme divulgado em nota.

“As altas taxas de juros e a fragilidade do mercado de trabalho têm limitado o consumo, provocando também a diminuição recente dos níveis de endividamento”, explica o economista da CNC, Bruno Fernandes.


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