11/11/2016 às 13h29min - Atualizada em 11/11/2016 às 13h29min

Suspeito de mandar matar jovem para receber seguro é solto por engano

Empresário e a mulher foram presos em operação em Rondonópolis (MT). Com morte do jovem de 20 anos, casal receberia 90% de R$ 2 milhões.

Do G1 MT
Denise Soares
Fábio Sérgio Vitor foi solto por engano de penitenciária (Foto: Divulgação/Polícia Civil de MT)

Um empresário que havia sido preso na terça-feira (9), suspeito de ter encomendado a morte de um jovem de 20 anos, foi solto por engano na quarta-feira (10) da Penitenciária Major Eldo Sá Corrêa, a Mata Grande, em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. Ele e a mulher dele pretendiam receber parte do seguro do jovem, avaliado em R$ 2 milhões. A vítima, Paulo Sander Alves, foi morta a tiros em fevereiro deste ano.

Segundo a Polícia Civil, Fábio Sérgio Vitor e Valéria Gonçalves Teixeira são proprietários de um guincho em Rondonópolis. No dia da prisão, os policiais apreenderam um revólver calibre 38 com o casal. Eles tiveram a prisão preventiva, de 30 dias, decretada pelo homicídio e também acabaram presos em flagrante por posse ilegal de arma.
 

Apesar de conseguir um alvará de soltura pela posse da arma, o empresário ainda deveria permanecer detido pela prisão preventiva que envolvia o assassinato.

“O juiz expediu alvará de soltura pela situação em flagrante que envolvia a arma, porém, o agente penitenciário que estava de plantão não observou o mandado de prisão pelo homicídio. Ele [o empresário] foi solto e agora é considerado foragido”, explicou o delegado Claudiney Lopes.

A Secretaria de Estado e Segurança Pública (Sesp) determinou que a polícia abra um inquérito para apurar se houve algum tipo de irregularidade ou facilitação na saída do empresário. O G1 não conseguiu contato com a direção da Penitenciária Mata Grande.

Prisão
Fábio Sérgio Vitor e Valéria Gonçalves Teixeira foram preso durante a operação Seguro Premiado, deflagrada pela Polícia Civil e pela Polícia Militar. Os dois teriam encomendado a morte da vítima para receber 90% do valor do seguro feito em nome do jovem, ao qual Valéria era beneficiária.O valor não chegou a ser pago, já que as investigações apontaram a motivação do crime.

De acordo com a Polícia Civil, a vítima trabalhava na empresa do casal há quatro meses e foi morta dentro do estabelecimento. No dia do crime, o jovem estava de folga e foi chamado até a empresa para resolver um problema. Um terceiro suspeito teria facilitado a entrada do homem que matou a vítima.


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