Polícia Civil conclui que cantor Leonardo não teve participação em fraude imobiliária em Mato Grosso

Inquérito aponta que sertanejo atuou apenas como garoto propaganda; empresários foram indiciados

Cantor Leonardo encerra celebrações de Natal em Jales (SP) — Foto: Prefeitura de Jales/Divulgação

A Polícia Civil concluiu que o cantor Leonardo não teve participação em um esquema de fraude imobiliária envolvendo um loteamento de luxo em Querência, a 950 km de Cuiabá. O caso movimentou cerca de R$ 48 milhões e resultou no indiciamento de dois empresários.

De acordo com o inquérito, finalizado em 24 de setembro e divulgado nesta quarta-feira (1º), Leonardo chegou a ser citado no início das investigações por ter sido associado ao empreendimento. No entanto, a apuração mostrou que o artista atuou apenas como garoto propaganda de uma das empresas investigadas, sem vínculo societário ou envolvimento em práticas criminosas. O nome dele não consta na lista de indiciados.

Segundo a investigação, dezenas de compradores acreditaram estar adquirindo terrenos no loteamento, mas, na prática, assinaram contratos de adesão a uma sociedade em cotas de participação. Esse modelo não garante a posse individual dos lotes e teria sido usado como fachada para estelionato. A Polícia Civil também constatou que a área comercializada sequer estava totalmente quitada.

O caso foi encaminhado ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que deve analisar as medidas judiciais cabíveis contra os empresários indiciados.

Entenda o caso

Há seis meses, Leonardo e os empresários foram processados por um grupo de compradores sob a alegação de que os lotes não tinham registro nem aprovação da Prefeitura de Querência. Na ocasião, a assessoria do cantor informou que ele havia apenas emprestado sua imagem como garoto propaganda de uma das empresas e não possuía participação no negócio.

Em janeiro deste ano, a Justiça determinou, em primeira instância, a suspensão das cobranças das parcelas referentes aos terrenos. Além da falta de regularização junto à prefeitura, os compradores alegaram que, em vez de terrenos, receberam cotas societárias das empresas responsáveis pelo loteamento.

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