Júlio Campos critica saída de Caiado do União Brasil e vê estratégia para dividir votos em 2026

Deputado estadual classificou mudança para o PSD como 'surpresa'; para parlamentar, direita aposta em múltiplas candidaturas para forçar segundo turno contra Lula.

Reprodução

O deputado estadual Júlio Campos (União) classificou como “extemporânea” a decisão do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, de trocar o União Brasil pelo PSD. Em entrevista, o parlamentar mato-grossense afirmou que o movimento surpreendeu a base aliada e ocorreu sem consulta aos correligionários de longa data.

Apesar de lamentar a saída de Caiado, Campos interpretou a movimentação como parte de uma “matemática eleitoral” da direita para as eleições presidenciais de 2026.

A estratégia do segundo turno

Para Júlio Campos, a direita abandonou a ideia de unificar um nome agora — como Tarcísio de Freitas ou Flávio Bolsonaro — para apostar em várias candidaturas de peso. O objetivo seria pulverizar os votos e impedir uma vitória do atual governo no primeiro turno.

“Com múltiplos candidatos como Zema, Ratinho Jr., Caiado e Eduardo Leite, a direita soma mais de 50% dos votos. O plano é levar para o segundo turno e se unir em torno de quem sobrar para enfrentar Lula”, explicou o deputado.

Ministérios x Fidelidade

Questionado sobre o fato de o União Brasil e o PSD ocuparem ministérios no governo federal, o deputado foi enfático ao separar a gestão administrativa da articulação política.

Segundo ele, a ocupação de pastas como Agricultura e Minas e Energia não garante apoio à reeleição do presidente Lula. “O PSD é de centro-direita, assim como o União e o PP. Eles participam da gestão, mas o projeto eleitoral é outro”, pontuou.

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