Mauro Mendes demite 13 servidores por propina na CNH e fraudes na Saúde

Punições atingem Detran, Seduc, SES e Politec; entre os demitidos está médico que mantinha contratos irregulares com hospital onde era diretor.

Tonico Pinheiro/Secom-MT

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), oficializou a demissão de 13 servidores públicos em uma edição recente do Diário Oficial do Estado. As investigações revelaram esquemas de corrupção que envolvem desde a venda de CNHs até fraudes milionárias em contratos de saúde e licenças médicas falsas.

As demissões ocorreram após processos administrativos que comprovaram irregularidades em órgãos estratégicos como o Detran, a Secretaria de Educação (Seduc), a Secretaria de Saúde (SES) e a Politec.

Casos de destaque

A lista de punidos traz nomes conhecidos em investigações anteriores:

  • Roberto Satoshi Yoshida (Saúde): O médico e ex-diretor técnico do Hospital Regional de Sorriso foi demitido após a descoberta de que mantinha contratos de sua própria empresa com a unidade onde trabalhava como servidor público.

  • Sílvio José Bueno de Almeida (Detran): Agente em Sapezal, foi flagrado cobrando “taxas extras” de R$ 200 para garantir a aprovação de alunos em exames práticos de direção.

  • Osvaldo Gasparini (Politec): Investigado por simular doenças para obter licenças médicas no Estado enquanto trabalhava normalmente em clínicas particulares.

Relação de servidores demitidos

As punições atingiram funcionários de diferentes áreas do funcionalismo estadual:

Órgão Servidores Citados
Saúde (SES) Roberto Satoshi Yoshida
Detran Sílvio José Bueno de Almeida
Politec Osvaldo Gasparini
Educação/Outros Sandra Gonçalves da Silva, Rosangela Souza da Silva, Isabella Rachel Rodrigues Ajala, Hellen Patrícia Aparecida da Silva.

Impacto nas Instituições

O governo estadual reforçou que as demissões são parte de um esforço para “limpar” a administração pública e combater prejuízos ao erário. No caso da Saúde, as fraudes envolviam o uso de empresas de fachada para escoar recursos que deveriam ser aplicados no atendimento à população.

Na Politec e no Detran, as condutas foram classificadas como “incompatíveis com a dignidade do cargo”, ferindo a confiança pública depositada nos agentes de segurança e fiscalização.

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