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Falso médico cobrava até R$ 3 mil por consulta e é preso por abusos contra pacientes

Suspeito cobrava até R$ 3 mil por consultas e mantinha laboratório clandestino; vítimas eram atraídas com promessas de cura

Ilustrativa

Um homem de 37 anos foi preso nesta terça-feira (7) no Centro de Nobres, a 123 km de Cuiabá, suspeito de se passar por profissional de saúde para aplicar golpes financeiros e cometer crimes sexuais. A prisão ocorreu durante a “Operação Falso Jaleco”, realizada pela Polícia Civil de Mato Grosso, após mandado expedido pelo Juiz das Garantias.

Segundo as investigações, o suspeito atuava em uma clínica na região central da cidade, onde se apresentava como especialista em áreas como Medicina Chinesa, Neurociência, Psicanálise e Medicina Ayurvédica. Ele cobrava até R$ 3 mil por consulta, oferecendo supostos tratamentos e promessas de cura, mesmo sem possuir formação ou habilitação profissional.

O inquérito aponta que o investigado se aproveitava da vulnerabilidade emocional e física das vítimas para prescrever substâncias de origem desconhecida. Em alguns casos, conforme a Polícia Civil, ele teria cometido abusos sexuais durante os atendimentos.

De acordo com o delegado responsável, o suspeito divulgava atuação em mais de 15 áreas, incluindo Medicina Integrativa, Homeopatia, Quiropraxia, Liberação Miofascial, Psicanálise Clínica, Neurociência, terapias holísticas e astroterapia, o que ajudava a dar credibilidade ao esquema.

Durante o cumprimento de mandados de busca na residência e na clínica, os policiais encontraram um laboratório químico clandestino utilizado para manipulação de substâncias. Também foram apreendidos medicamentos sem comprovação de origem ou registro sanitário.

O homem deverá responder por exercício ilegal da medicina, curandeirismo, estelionato e violação sexual mediante fraude. Após a prisão, ele foi encaminhado à delegacia do município, onde passou pelos procedimentos legais e permanece à disposição da Justiça para audiência de custódia.

A Polícia Civil orienta que possíveis vítimas procurem a delegacia para formalizar denúncia, com garantia de sigilo das informações.

Divulgação/PJC

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