Moradores protestam com pneus queimados contra desocupação no Contorno Leste

População reclama da desocupação e pede alternativas de moradia; decisão judicial dá prazo até 27 de outubro para saída voluntária

Reprodução

Moradores de áreas ocupadas na região do Contorno Leste, em Cuiabá, realizaram um protesto na noite desta segunda-feira (29) contra a decisão da Justiça de Mato Grosso que determinou a reintegração de posse da área. Durante o ato, populares queimaram pneus, fecharam vias de acesso, bateram tampas de panela, ergueram cartazes e gritaram por moradia.

A juíza Adriana Sant’Anna Coningham estabeleceu que os invasores têm até 27 de outubro para deixar o local de forma voluntária. Caso não cumpram o prazo, o mandado será executado no dia 28, com apoio policial.

Em vídeos divulgados nas redes sociais, os moradores também cobram da Prefeitura de Cuiabá medidas que permitam às famílias permanecerem na região. Alguns manifestantes criticaram o prefeito Abilio Brunini (PL), afirmando que a administração não estaria oferecendo alternativas.

Dois protestos já ocorreram este mês: em 15 de setembro, os moradores protestaram em frente à Prefeitura, ocasião em que o prefeito explicou que a administração estuda áreas para realocar as famílias, garantindo que ninguém fique sem moradia. Porém, até que os estudos sejam concluídos, o prefeito destacou que não há outra alternativa além da desocupação, pois a decisão já transitou em julgado no Supremo Tribunal Federal (STF).

Cronograma de desocupação
O plano judicial prevê que até 30 de novembro seja realizada a reintegração de uma área de 5,7 hectares, onde 196 famílias consideradas vulneráveis serão realocadas. Os proprietários dos imóveis se comprometeram a auxiliar na remoção dos bens e custear três meses de aluguel social, até que as famílias sejam inseridas em programas habitacionais.

A partir de 1º de dezembro, o restante da área será reintegrado, com prazo de 40 dias para conclusão, respeitando os feriados. Segundo a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), dos 2.594 terrenos mapeados, apenas 196 famílias foram consideradas em situação de vulnerabilidade.

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