O Governo do Estado instaurou um Processo Administrativo de Responsabilização (PAR) contra o Instituto de Natureza e Turismo (Pronatur) e o diretor-presidente Wilker Weslley Arruda e Silva por supostos atos de corrupção. A medida foi publicada na última sexta-feira (24) no Diário Oficial do Estado.
A decisão foi assinada pela Controladoria Geral do Estado (CGE) e pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), com base em indícios levantados em auditorias realizadas pelo órgão de controle.
De acordo com a portaria, o processo tem como objetivo apurar possíveis irregularidades identificadas em três relatórios técnicos da CGE. Entre as condutas investigadas estão financiamento ou custeio de práticas ilícitas, uso de terceiros para ocultação de interesses, fraude em licitações e eventual tentativa de dificultar ações de fiscalização.
O instituto foi alvo da Operação Suserano, deflagrada pela Polícia Civil em setembro de 2024. As investigações apontam a existência de um suposto esquema envolvendo a aquisição de kits de agricultura familiar com valores acima do mercado.
Segundo os levantamentos, os contratos seriam custeados com recursos oriundos de emendas parlamentares. A auditoria identificou sobrepreço de até 80% nos itens adquiridos, com prejuízo estimado em R$ 28 milhões aos cofres públicos.
O PAR é um procedimento administrativo que pode resultar na aplicação de sanções às pessoas jurídicas e seus dirigentes, conforme previsto na legislação anticorrupção. O caso segue em apuração.


