A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (26) pelo IBGE. O índice permaneceu estável em relação ao trimestre anterior, mas recuou 0,6 ponto percentual na comparação com o mesmo período de 2025, registrando o menor resultado para meses de maio desde o início da série histórica, em 2012.
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, cerca de 6,1 milhões de brasileiros em idade de trabalhar estavam sem ocupação no período analisado. O instituto aponta que a estabilidade observada é compatível com o comportamento sazonal do mercado de trabalho, que segue apresentando expansão na absorção de mão de obra.
O levantamento também mostrou que o nível de ocupação chegou a 58,6% da população em idade de trabalhar. O indicador teve alta de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e permaneceu estável na comparação com o mesmo período do ano passado.
Entre os trabalhadores do setor privado, o número de empregados com carteira assinada permaneceu estável, em aproximadamente 39,3 milhões de pessoas. Já o contingente de empregados sem carteira assinada também não apresentou variação significativa, totalizando 13,4 milhões.
No segmento dos trabalhadores domésticos, estimado em 5,4 milhões de pessoas, o levantamento apontou estabilidade em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, porém, houve redução de 328 mil postos de trabalho.
A renda média real habitual dos trabalhadores foi estimada em R$ 3.726 por mês. Já a massa de rendimento real habitual, que representa a soma dos rendimentos recebidos pelos trabalhadores ocupados, alcançou R$ 377,7 bilhões.
A Pnad Contínua é a principal pesquisa do IBGE sobre o mercado de trabalho brasileiro. O levantamento é realizado trimestralmente em cerca de 211 mil domicílios distribuídos por 3.500 municípios, com a participação de aproximadamente 2 mil entrevistadores em todo o país.





