O mercado brasileiro de carne suína apresentou comportamento misto ao longo da semana, com recuo no preço do suíno vivo e estabilidade em parte dos cortes comercializados no atacado. Segundo análise da Safras & Mercado, a oferta de animais permanece elevada, fator que tem limitado reajustes e mantido as negociações em ritmo moderado.
De acordo com o analista Allan Maia, os frigoríficos adotaram uma postura mais cautelosa nas compras, especialmente em Minas Gerais, diante da percepção de equilíbrio ou até excesso na disponibilidade de animais para abate. Ao mesmo tempo, o desempenho das vendas de carne suína no mercado interno apresenta melhora gradual, mas ainda insuficiente para sustentar aumentos mais expressivos nos preços.
A expectativa do setor está voltada para a primeira quinzena de julho, período em que o pagamento de salários costuma impulsionar o consumo. O avanço do inverno e a maior competitividade da carne suína em relação à bovina também podem favorecer a demanda no varejo.
No mercado externo, as exportações continuam sendo um dos principais fatores de sustentação da cadeia produtiva, apesar da desaceleração observada neste mês.
Levantamento da Safras & Mercado mostra que o preço médio do quilo do suíno vivo no Brasil caiu de R$ 5,34 para R$ 5,28 na semana. No atacado, a carcaça foi negociada, em média, a R$ 8,89, enquanto o pernil registrou média de R$ 11,18.
Entre os estados, os preços apresentaram comportamentos distintos. Em São Paulo, a arroba subiu de R$ 101 para R$ 102. Em Goiás, o quilo vivo passou de R$ 5,40 para R$ 5,50. Já em Minas Gerais, o preço no interior recuou de R$ 6 para R$ 5,90. Em Mato Grosso, a cotação em Rondonópolis permaneceu em R$ 5,50, enquanto o valor na integração caiu de R$ 5,55 para R$ 5,15.
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que, nos primeiros 14 dias úteis de junho, o Brasil exportou 84,6 mil toneladas de carne suína in natura, movimentando US$ 212,8 milhões. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve queda de 5,2% no valor médio diário exportado, redução de 1% no volume médio embarcado e recuo de 4,3% no preço médio por tonelada.





