Índice revela desigualdade no acesso à educação entre municípios de MT

Levantamento do IPS Brasil 2026 mostra diferenças no acesso ao ensino básico e superior em municípios de Mato Grosso.

Reprodução

Dados do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, divulgados neste mês, apontam diferenças significativas entre os municípios de Mato Grosso no acesso à educação básica e ao ensino superior. O levantamento avalia indicadores relacionados à permanência escolar, desempenho educacional e qualificação da população.

No indicador de acesso ao conhecimento básico, Figueirópolis D’Oeste lidera o ranking estadual, com 81,92 pontos. Em seguida aparecem Reserva do Cabaçal (80,99), Nova Marilândia (80,60), Dom Aquino (80,04) e Lucas do Rio Verde (79,92).

Também figuram entre os dez melhores desempenhos Ipiranga do Norte (79,89), Torixoréu (79,75), Ponte Branca (79,65), Indiavaí (79,58) e Glória D’Oeste (79,55).

O índice considera critérios como abandono escolar nos ensinos fundamental e médio, evasão, distorção entre idade e série, desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e taxas de reprovação.

Na outra ponta do ranking, Cocalinho registrou o menor índice estadual, com 61,41 pontos. Também aparecem entre os piores resultados Nova Brasilândia (61,57), Vila Bela da Santíssima Trindade (63,28), Rondolândia (63,60), Campinápolis (63,67), Aripuanã (65,16), Santo Antônio do Leste (65,54), Planalto da Serra (67,20), Marcelândia (67,40) e Nova Maringá (67,64).

O estudo também analisou o acesso ao ensino superior, indicador que integra a dimensão Oportunidades. Nesse quesito são considerados fatores como o percentual de trabalhadores com formação superior, a participação de mulheres com nível superior no mercado de trabalho e a nota mediana do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Em Mato Grosso, Cuiabá lidera esse ranking com 69,44 pontos, seguida por Primavera do Leste (65,59) e Nova Marilândia (65,36). Nos menores índices aparecem municípios de pequeno porte, com destaque para Santa Terezinha, Jangada e Acorizal, que registraram cerca de 17 pontos.

Segundo o IPS Brasil 2026, a média nacional no indicador de acesso ao conhecimento básico foi de 76,11 pontos, enquanto o acesso ao ensino superior alcançou média de 45,97 pontos. O levantamento aponta que, apesar da ampla rede educacional existente no país, ainda persistem desafios relacionados à qualidade do ensino, à permanência dos estudantes e às desigualdades regionais.

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