O abandono escolar entre estudantes da educação especial da rede estadual de Mato Grosso aumentou 185%, segundo levantamento divulgado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O estudo, publicado em junho deste ano, também apontou déficit de profissionais de apoio para 414 alunos e a ausência do Atendimento Educacional Especializado (AEE) em 117 escolas estaduais.
A pesquisa avaliou as condições de atendimento de 5.641 estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista (TEA), altas habilidades ou superdotação matriculados na rede estadual.
Entre os principais problemas identificados está a falta de profissionais de apoio escolar, responsáveis por auxiliar estudantes nas atividades diárias e promover maior autonomia, acessibilidade e participação no ambiente educacional.
O levantamento também revelou que 117 unidades de ensino não oferecem o Atendimento Educacional Especializado (AEE), serviço destinado a complementar o ensino regular e reduzir barreiras que dificultam o processo de aprendizagem dos alunos da educação especial.
Diante dos resultados, o TCE-MT homologou uma nota recomendatória determinando que a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) apresente, no prazo de até 90 dias, um relatório à Comissão Permanente de Educação e Cultura (Copec) detalhando as medidas adotadas para corrigir as falhas apontadas.
O documento deverá apresentar um cronograma de execução das ações, indicar os responsáveis por cada medida e estabelecer indicadores para acompanhar a implementação das políticas públicas voltadas à educação inclusiva.
A reportagem procurou a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), mas não obteve resposta até a última atualização desta matéria.
Para Amanda Acerma, mãe de Murilo, de 5 anos, o acompanhamento de um profissional de apoio é essencial para o desenvolvimento escolar do filho. Segundo ela, esse suporte facilita a participação da criança nas atividades pedagógicas e contribui para superar dificuldades encontradas no ambiente escolar.




