Ex-prefeito critica reportagem da Globo sobre garimpos em terra indígena

Alcino Barcellos afirmou que a exploração do ouro impulsiona a economia da região oeste de Mato Grosso e contestou abordagem exibida pelo Fantástico.

Reprodução

O ex-prefeito de Pontes e Lacerda, a 444 km de Cuiabá, Alcino Barcellos (PL), criticou a reportagem exibida pelo programa Fantástico, da TV Globo, no domingo (29), sobre a atuação da facção criminosa Comando Vermelho em garimpos da Terra Indígena Sararé. Segundo ele, a emissora apresentou apenas aspectos negativos da atividade na região.

Em declaração, Barcellos afirmou que a exploração do ouro é responsável pela geração de empregos e pelo fortalecimento da economia local. O ex-prefeito disse ainda que a reportagem prestou um “desserviço” ao desenvolvimento da região oeste de Mato Grosso e pediu que a emissora também mostrasse os impactos econômicos da mineração.

Alcino ressaltou que não apoia crimes ambientais nem a atuação de organizações criminosas, mas defendeu os garimpeiros que, segundo ele, trabalham dentro da legislação e contribuem para o crescimento dos municípios da região.

A Terra Indígena Sararé abrange áreas dos municípios de Pontes e Lacerda, Conquista d’Oeste, Nova Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade. Conforme dados citados pelo ex-prefeito, cerca de 2 mil trabalhadores atuam em aproximadamente 1,1 mil garimpos registrados no território.

A reportagem do Fantástico mostrou que integrantes do Comando Vermelho passaram de prestadores de segurança dos garimpeiros a controladores da extração ilegal de ouro, tornando-se sócios do esquema criminoso. Entre as áreas citadas estão os garimpos conhecidos como Cururu e “4”.

Segundo a investigação exibida pela emissora, a organização criminosa montou uma estrutura para dificultar operações policiais, utilizando bunkers e túneis para esconder armamentos e criar rotas de fuga. A reportagem também informou que a facção contratou trabalhadores especializados para construir túneis destinados à extração clandestina de ouro e que, até o momento, 31 dessas estruturas foram destruídas em operações do governo federal.

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