Manejo antecipado do pasto ganha importância com chegada da seca

Período sem chuvas exige planejamento para preservar a oferta de forragem e reduzir custos com alimentação do rebanho

Reprodução

Com a aproximação do período seco em grande parte do país, pecuaristas intensificam o manejo das áreas de pastagem para garantir a disponibilidade de forragem durante os próximos meses. A estiagem, que deve se estender até outubro em diversas regiões, exige planejamento para manter a produtividade das propriedades e evitar aumento dos custos com suplementação alimentar do rebanho.

A transição entre o período chuvoso e a seca é considerada uma fase decisiva para a formação da massa de capim que servirá de alimento aos animais durante a entressafra das forrageiras. Especialistas alertam que atrasos nas intervenções podem comprometer a capacidade de suporte das áreas de pastagem.

Segundo Thaís Lopes, gerente de Marketing Regional da Linha Pastagem da Corteva Agriscience, um dos principais desafios enfrentados pelos produtores é o controle das plantas daninhas, que competem por água e nutrientes com as forrageiras justamente no momento em que elas precisam acumular reservas para enfrentar a estiagem.

De acordo com a especialista, a presença de invasoras reduz o desenvolvimento do capim e pode comprometer tanto a qualidade quanto a quantidade de alimento disponível para o gado ao longo da seca.

Outra estratégia apontada para aumentar a eficiência das áreas de pastagem é a adoção de sistemas de manejo mais intensivos, como a divisão em piquetes. A técnica permite distribuir os animais de acordo com a capacidade produtiva de cada área, favorecendo a recuperação e o aproveitamento do capim.

Thaís destaca que o planejamento realizado antes do início da estiagem influencia diretamente os resultados produtivos e financeiros das propriedades rurais. Segundo ela, decisões tomadas nesta fase podem determinar a capacidade da fazenda de atravessar o período seco com menor impacto sobre a produção.

Além das práticas de manejo, empresas do setor têm investido em tecnologias voltadas ao controle de plantas daninhas. Entre as soluções disponíveis estão herbicidas destinados ao combate de espécies invasoras que reduzem a produtividade das pastagens.

A expectativa do setor é que o manejo antecipado e o controle eficiente das áreas de pastagem contribuam para manter a oferta de alimento ao rebanho, reduzir perdas produtivas e preservar a rentabilidade das propriedades durante os meses de seca.

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