O recuo ocorre em meio à expectativa de aumento da oferta com o avanço da colheita da segunda safra, especialmente nos estados do Centro-Oeste. Em Mato Grosso, um dos principais produtores do país, municípios como Sorriso registraram desvalorização superior a 3% nos últimos dias.
De acordo com levantamentos do Cepea, compradores nacionais têm reduzido as negociações no mercado à vista por já possuírem estoques suficientes para atender a demanda de curto prazo. Além disso, o setor acompanha o desenvolvimento da colheita e a movimentação dos preços internacionais.
A expectativa de uma safra robusta também influencia o comportamento do mercado. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a produção brasileira de milho na safra 2025/26 ultrapasse 140 milhões de toneladas, configurando uma das maiores já registradas no país.
Entre os fatores que pressionam as cotações estão o avanço da colheita da segunda safra, o bom desempenho do plantio nos Estados Unidos e a postura cautelosa dos produtores, que em muitos casos optam por segurar parte da produção à espera de melhores oportunidades de comercialização.
Apesar da tendência de baixa, o mercado segue atento a fatores climáticos que podem impactar a produtividade em importantes regiões produtoras. Áreas de Goiás e Mato Grosso do Sul enfrentam condições de seca, enquanto episódios de geada registrados no Paraná permanecem sob monitoramento.
Para produtores e agentes do setor, o cenário atual exige atenção à gestão de estoques, aos custos de produção e às oportunidades de exportação, em um momento marcado pela expectativa de maior oferta e pela busca de equilíbrio entre compradores e vendedores.





