O Brasil deverá colher 358,6 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, segundo o 9º Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgado nesta semana. O volume representa crescimento de 1,8% em relação ao ciclo anterior, com acréscimo de 6,4 milhões de toneladas na produção nacional.
De acordo com a estatal, o resultado é impulsionado pela expansão da área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares, além das condições climáticas favoráveis observadas em grande parte das regiões produtoras. A produtividade média nacional está projetada em 4.295 quilos por hectare.
A soja segue como a principal cultura da agricultura brasileira. Com a colheita praticamente finalizada, a produção da oleaginosa está estimada em 180,3 milhões de toneladas, aumento de 8,8 milhões de toneladas na comparação com a safra anterior.
Segundo a Conab, o desempenho é resultado da ampliação da área plantada, do uso de tecnologias no campo e das condições climáticas registradas durante o ciclo produtivo. As exportações de soja estão projetadas em 116,1 milhões de toneladas, enquanto o processamento interno deve alcançar 61,58 milhões de toneladas. Os estoques finais são estimados em 9,2 milhões de toneladas.
O milho também deverá registrar números expressivos. Somadas as três safras do cereal, a produção nacional está estimada em 140,5 milhões de toneladas.
A primeira safra já teve 87,7% da área colhida e deve alcançar 29,3 milhões de toneladas, avanço de 17,7% em relação ao ciclo anterior. A produtividade média foi estimada em 7.110 quilos por hectare, o maior resultado já registrado para a cultura.
Já a segunda safra, atualmente em fase inicial de colheita, tem previsão de produção de 107,9 milhões de toneladas. A terceira safra deverá contribuir com mais 3,3 milhões de toneladas.
A projeção para os estoques finais de milho também foi revisada para cima e poderá alcançar 13,25 milhões de toneladas até janeiro de 2027.
Entre as culturas com maior crescimento percentual está o sorgo. A produção está estimada em 7,62 milhões de toneladas, volume 24,9% superior ao registrado na temporada anterior.
No algodão, a expectativa é de produção próxima a 4 milhões de toneladas de pluma, redução de 2,5% em relação ao ciclo passado. A queda é atribuída à diminuição da área cultivada.
Para o arroz, a estimativa é de 11,1 milhões de toneladas, retração de 13,2% na comparação anual. Segundo a Conab, a redução está relacionada às condições de mercado enfrentadas pelos produtores e à menor área plantada.
A produção de feijão deve permanecer estável, próxima de 3 milhões de toneladas, com recuo de 0,5% em relação à safra anterior. O volume é considerado suficiente para atender ao consumo interno.
Já o trigo apresenta cenário de retração. A semeadura alcançou 45,3% da área prevista, mas a redução do plantio deverá resultar em uma produção estimada de 6,3 milhões de toneladas.
Os dados da Conab indicam que a combinação entre ampliação da área cultivada, ganhos de produtividade e adoção de tecnologia continua sustentando o crescimento da agricultura brasileira. Caso as projeções sejam confirmadas, a safra 2025/26 será a maior já registrada no país.





