O clima seco e os dias ensolarados registrados nas últimas semanas aceleraram a maturação das lavouras de algodão em Mato Grosso e intensificaram os preparativos para o início da colheita da safra 2025/26. As informações constam em boletim da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), referente ao período de 31 de maio a 6 de junho.
Segundo a entidade, as lavouras apresentam bom desenvolvimento, com a abertura dos primeiros capulhos em diversas áreas do estado, indicando a proximidade da colheita. Neste momento, a principal preocupação dos produtores está relacionada ao controle do bicudo-do-algodoeiro, cuja pressão aumentou em diferentes regiões produtoras.
A recomendação é manter o monitoramento constante das áreas cultivadas para evitar prejuízos à produtividade e à qualidade da fibra. Além do bicudo, técnicos também acompanham a presença de pragas como lagarta Spodoptera, ácaros e mosca-branca, além de doenças como mancha-alvo e ramulária.
A previsão meteorológica indica o retorno das chuvas entre os dias 11 e 12 de junho em parte das regiões produtoras. De acordo com a meteorologista Amanda Balbino, da Ampere Meteorologia, as precipitações devem ocorrer principalmente no sul e sudeste de Mato Grosso, alcançando polos agrícolas como Rondonópolis e Campo Verde.
Apesar da mudança nas condições climáticas, a previsão é de que os volumes de chuva não comprometam o andamento das atividades no campo. Para a região médio-norte, principal área produtora de algodão do estado, a expectativa é de manutenção do tempo seco, favorecendo a maturação das lavouras.
A perspectiva para a safra segue positiva, especialmente nas áreas de primeira safra, onde o desenvolvimento das plantas permanece dentro do esperado. Já no sul do estado, as lavouras de segunda safra ainda refletem os efeitos da redução das chuvas registrada entre março e abril.
Nas propriedades rurais, os produtores dividem os trabalhos entre o manejo fitossanitário e a preparação da estrutura para a colheita. Equipes técnicas realizam revisões em colhedoras e unidades de beneficiamento para garantir eficiência operacional durante a retirada da produção.
Segundo a Ampa, apesar dos desafios fitossanitários observados nesta fase do ciclo, não há indicativos de impactos significativos sobre o potencial produtivo da safra. Com a colheita se aproximando, a prioridade passa a ser a preservação da qualidade da fibra e o bom desempenho das operações no campo.





