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Flávio Bolsonaro reage a inquérito no STF e diz que medida é “censura”

Senador afirma que decisão de Moraes é “juridicamente frágil” e nega ter cometido crime contra Lula

LuisGustavoNova

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu nesta quarta-feira (15) à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a abertura de inquérito para investigá-lo por suposta injúria contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A investigação foi solicitada pela Polícia Federal e terá prazo inicial de 60 dias para diligências. O caso envolve uma publicação feita pelo parlamentar em janeiro de 2026, nas redes sociais, em que associa Lula a supostos crimes ao comentar a prisão do líder venezuelano Nicolás Maduro.

Em nota, Flávio afirmou receber a decisão “com profunda estranheza” e classificou a medida como “juridicamente frágil”, alegando ausência de tipificação penal na postagem.

O senador também afirmou que não houve imputação direta de crime ao presidente e disse que a abertura do inquérito representa uma tentativa de cerceamento da liberdade de expressão.

“A abertura deste inquérito configura uma tentativa clara de cercear a liberdade de expressão”, declarou.

Na manifestação, Flávio ainda criticou a condução do processo e associou a decisão a episódios anteriores envolvendo o Judiciário e o período eleitoral de 2022.

O parlamentar também afirmou que não irá recuar diante da investigação e defendeu o direito de atuação da oposição.

A decisão de Moraes atendeu a pedido da Polícia Federal, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República, que apontou indícios para apuração do caso.

O inquérito tramita no STF devido ao foro privilegiado do senador.

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