José Ferreira da Silva, conhecido como “Frei Chico” e irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acionou a Justiça contra publicações nas redes sociais que o associam ao esquema de descontos ilegais cobrados de aposentados.
Frei Chico é vice-presidente do Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos), uma das entidades investigadas por cobranças associativas indevidas diretamente na folha de benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Ação Judicial e Críticas à CPMI
Ele protocolou uma ação no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) contra o que classifica como “acusações falsas e ofensivas” em seu nome nas redes. Ele também reforçou a alegação de que não tem participação em qualquer irregularidade.
Em nota, o vice-presidente do sindicato também criticou a atuação da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS, que investiga os desvios.
“Não temo investigação, mas o que ocorre hoje é um julgamento antecipado, antes mesmo de os fatos serem apurados. É lamentável que parte da CPMI do INSS use esse processo como palco político, em vez de buscar a verdade”, declarou.
Rejeição da Convocação
Apesar da polêmica, Frei Chico não figura entre os investigados na operação “Sem Desconto”, que apura os ilícitos.
Na semana passada, a CPMI rejeitou sua convocação para depor. A decisão foi confirmada por 19 votos a 11 e atendeu a pedidos da base governista. Parlamentares ligados ao governo defenderam que não há relação entre o cargo de Frei Chico no sindicato e as apurações de desvios.
O Sindnapi está sob a mira das autoridades, incluindo a CGU (Controladoria-Geral da União) e a Polícia Federal, após registrar um crescimento de receita superior a 500% entre 2020 e 2024.




