Enfermeira é presa suspeita de exercer medicina ilegal em clínica de estética

Clínica foi interditada após denúncias; polícia aponta uso de medicamentos irregulares e atuação sem habilitação

Reprodução

Uma enfermeira de 38 anos foi presa preventivamente na última sexta-feira (24) suspeita de exercer ilegalmente a medicina em uma clínica de estética no bairro Jardim Europa, em Cuiabá, no estado de Mato Grosso.

Segundo a Polícia Civil, a investigada, identificada como Poliana Rodrigues, é proprietária do estabelecimento e realizava procedimentos exclusivos de médicos. As investigações apontam que ela se apresentava nas redes sociais como doutora e divulgava atendimentos estéticos invasivos em regiões como rosto, glúteos e seios.

De acordo com a polícia, os serviços eram pagos antecipadamente via Pix, sem comprovação de habilitação médica. Entre os procedimentos realizados estariam aplicações de Plasma Rico em Plaquetas (PRP), ozonioterapia e soroterapia.

Durante fiscalização, foram constatadas irregularidades sanitárias, incluindo a presença de medicamentos vencidos, produtos de origem estrangeira sem autorização e substâncias proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como toxina botulínica de fabricação estrangeira. Os itens estavam armazenados de forma inadequada.

O caso teve início após denúncia encaminhada à Vigilância Sanitária Municipal, que apontou irregularidades nos atendimentos. Segundo a Polícia Civil, mesmo após a interdição da clínica, a investigada teria continuado as atividades de forma clandestina, atendendo em outros locais e tentando abrir uma nova unidade sem autorização.

Além da prisão preventiva, a Justiça determinou medidas cautelares, como mandado de busca e apreensão, interdição do estabelecimento, suspensão do CNPJ da empresa, bloqueio das redes sociais e suspensão do registro profissional junto ao Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (Coren-MT).

A investigada já possuía antecedente por tráfico de drogas e utilizava tornozeleira eletrônica no momento da prisão. A defesa não foi localizada até a última atualização.

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