Horas depois de ser alvo de mandado de busca e apreensão da Polícia Federal, o deputado estadual Faissal Calil (PL) comentou de forma descontraída a operação durante participação no Pedal 4º Bravo, promovido pela Polícia Militar, nesta segunda-feira (9), em Várzea Grande.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar fez referência à apreensão de um relógio da marca Rolex durante a Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema de venda de decisões judiciais e lavagem de dinheiro.
“Que horas são no meu Rolex? O povo mente mesmo”, afirmou Faissal em tom de brincadeira.
Durante a participação no evento, o deputado também respondeu a críticas sobre uma suposta ausência em Várzea Grande após sua eleição. “A mídia soltou que eu tô sumido de Várzea Grande. Mas toda segunda-feira eu estou em Várzea Grande. Beijo”, declarou.
Faissal está entre os alvos da Operação Gemini, que também cumpriu medidas contra o desembargador Dirceu dos Santos, o advogado Bruno Oliveira Castro e o empresário Luciano Cândido Amaral.
Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam que o deputado teria atuado como operador financeiro do magistrado em um esquema voltado ao recebimento e à ocultação de recursos supostamente obtidos de forma ilícita. A corporação afirma que ele participaria da movimentação patrimonial e financeira ligada ao grupo investigado.
Durante a operação, foram apreendidos relógios de luxo, um estojo de caneta Montblanc avaliado em mais de R$ 100 mil, além de um fuzil e outras armas de fogo.
A investigação também identificou movimentações financeiras consideradas atípicas, incluindo depósitos e saques em espécie superiores a R$ 3,2 milhões e transferências sem justificativa comercial aparente, segundo a Polícia Federal.
Por meio de manifestações públicas, Faissal negou participação em qualquer irregularidade e afirmou que pretende colaborar com as autoridades para o esclarecimento dos fatos.





