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Escalada de conflito no Oriente Médio já pressiona indústria em Mato Grosso

Alta dos combustíveis e risco à produção agrícola preocupam setor industrial, diz Fiemt

Assessoria

O agravamento do conflito no Oriente Médio, intensificado após ataques coordenados de Donald Trump e do governo de Israel contra o Irã, já começa a gerar reflexos na indústria de Mato Grosso. O principal impacto imediato é a alta nos combustíveis, com efeitos diretos sobre a logística e a produção.

A avaliação é do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, que falou nesta terça-feira (14) durante o Fórum Economia e Desenvolvimento Institucional, promovido pelo Lide em parceria com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

Segundo Rangel, o encarecimento dos combustíveis afeta diretamente a estrutura logística do Estado, que depende majoritariamente do transporte rodoviário para escoar a produção. O aumento nos custos tende a impactar toda a cadeia produtiva.

O conflito ganhou escala após ataques militares que atingiram cidades estratégicas iranianas e provocaram a interrupção parcial do fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas energéticas do mundo. A restrição elevou os preços internacionais do petróleo e do gás, gerando instabilidade nas cadeias produtivas globais.

Além do impacto direto nos combustíveis, a Fiemt alerta para um efeito indireto relevante: a possível redução da produção agrícola. Mato Grosso é um dos principais produtores de soja e milho do país, matérias-primas essenciais também para a fabricação de biocombustíveis.

De acordo com Rangel, a dependência dessas cadeias amplia a vulnerabilidade do Estado diante de crises internacionais. Caso haja queda na produção agrícola, o reflexo tende a alcançar também o setor industrial, comprometendo o ritmo da economia regional.

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