Empresário acusado de receptação é solto após pagar R$ 16 mil

Acusado de comprar cobre furtado vai responder ao processo após pagar fiança de R$ 16,2 mil

Reprodução

A Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) determinou a soltura do empresário do ramo de reciclagem José Fabrício Morais Lima, preso acusado de receptação de fios furtados e porte ilegal de arma de fogo. A decisão unânime foi publicada nesta sexta-feira (22).

Com a decisão, o investigado poderá responder ao processo em liberdade após o pagamento de fiança no valor de R$ 16,2 mil.

José Fabrício foi preso em flagrante no dia 15 de abril durante uma operação em um ferro-velho apontado pela Polícia Civil como ponto de compra de fios de cobre furtados de escolas, empresas e vias públicas nas cidades de Tapurah e Lucas do Rio Verde.

Segundo a investigação, o prejuízo causado pelos furtos poderia chegar a R$ 50 mil por ocorrência.

Durante a abordagem, os policiais apreenderam um revólver Taurus calibre 38, cinco munições intactas e cerca de 10 quilos de fios de cobre queimados. Com outro suspeito, identificado como Anderson Henrique Moreira de Melo, foram encontrados uma pistola Taurus calibre .40, munições e mais fios queimados.

Na audiência de custódia, a juíza plantonista Patrícia Bedin converteu a prisão em preventiva. Na decisão, a magistrada afirmou que os investigados fariam do crime “meio de vida” e apontou que o ferro-velho funcionaria como um “núcleo de fomento ao crime de furto na região”.

A juíza também destacou indícios de ocultação de provas, já que os fios seriam queimados em área de mata para eliminar marcas de identificação das concessionárias.

A defesa entrou com pedido de habeas corpus alegando ausência de fundamentação concreta para a prisão preventiva. Os advogados afirmaram que José Fabrício possui residência fixa, trabalho lícito, é casado e pai de quatro filhos.

O Ministério Público Estadual (MPMT) se manifestou contra a soltura e defendeu a manutenção da prisão.

Ao analisar o caso, o relator desembargador Marcos Machado reconheceu a gravidade das acusações e destacou a suspeita de prática reiterada de receptação dentro do estabelecimento comercial.

“A manutenção de atividade ilícita de forma reiterada no interior de estabelecimento comercial próprio revela conduta de acentuada reprovabilidade”, afirmou o magistrado.

Apesar disso, o desembargador considerou os antecedentes pessoais do empresário e decidiu substituir a prisão preventiva pelo pagamento de fiança.

Segundo o voto, José Fabrício possui residência fixa comprovada, ocupação lícita e família constituída.

O valor da fiança poderá ser parcelado ou quitado por meio de bens móveis ou imóveis, caso seja comprovada dificuldade financeira.

Receba as notícias mais relevantes do estado de MT e da sua região, direto no seu WhatsApp. Participe da Comunidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PUBLICIDADE

Em Destaque

PUBLICIDADE

Leia mais