Estudantes de diversos cursos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) realizaram uma manifestação nesta quinta-feira (21), em Cuiabá, pedindo a expulsão dos alunos investigados pela criação de uma lista de “calouras estupráveis” divulgada em conversas de WhatsApp.
O protesto ocorreu dentro do campus universitário e terminou em frente à reitoria da instituição. Vídeos registrados durante o ato mostram estudantes carregando cartazes e entoando palavras de ordem cobrando providências da universidade.
Segundo os manifestantes, o protesto teve como principal pauta o combate à misoginia no ambiente universitário e a cobrança por uma resposta mais rápida da administração da UFMT em relação ao caso.
A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Cuiabá.
De acordo com informações já divulgadas pela universidade, um dos investigados é estudante do curso de Engenharia Civil e segue suspenso das atividades presenciais. Apesar disso, ele ainda pode acompanhar conteúdos acadêmicos remotamente e está proibido de manter contato com testemunhas ligadas à denúncia.
O caso ganhou novos desdobramentos após a denúncia de que um policial federal da ativa, pai de um dos estudantes investigados, teria entrado no campus para intimidar alunos envolvidos na denúncia.
Segundo relatos, o homem teria afirmado que, caso o filho não se formasse, “ninguém se formaria”.
A ocorrência passou a ser investigada pela 3ª Delegacia da Polícia Civil de Mato Grosso, que intimou o policial federal para prestar depoimento sobre as supostas ameaças.





