O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (10) que seu governo vai impor uma tarifa adicional de 100% sobre todos os produtos importados da China. A decisão, segundo o republicano, é uma resposta à “posição extraordinariamente agressiva” adotada por Pequim no comércio internacional e deve entrar em vigor em 1º de novembro, mesma data prevista para novas restrições comerciais chinesas.
O anúncio ocorre após a China divulgar controles de exportação sobre terras raras, baterias de lítio e materiais superduros — insumos essenciais para a produção de eletrônicos e produtos tecnológicos. Cinco comunicados ministeriais detalharam uma estratégia de “dupla camada” para as cadeias de suprimento, reforçando o controle estatal sobre recursos considerados estratégicos.
A China domina cerca de 60% da produção e quase 90% do refino mundial desses materiais, o que a coloca em posição central nas cadeias globais de tecnologia e energia verde.
“Acabamos de saber que a China assumiu uma posição extraordinariamente agressiva em relação ao comércio, enviando uma carta extremamente hostil ao mundo, afirmando que, a partir de 1º de novembro de 2025, imporia controles de exportação em larga escala a praticamente todos os produtos que fabrica. Isso afeta todos os países, sem exceção”, escreveu Trump na Truth Social.
Além da tarifa de 100%, o presidente anunciou que os EUA passarão a impor controles de exportação sobre “todo e qualquer software crítico” produzido no país. Trump não detalhou quais setores seriam mais afetados, mas afirmou que a medida faz parte de uma estratégia de proteção dos interesses econômicos americanos.
Mais cedo, Trump já havia ameaçado novas retaliações e disse não haver motivo para se encontrar com o líder chinês, Xi Jinping, na próxima APEC, na Coreia do Sul. Ele acusou a China de manter a comunidade internacional “refém” devido ao controle sobre terras raras, essenciais para veículos elétricos e uso militar.
Atualmente, os Estados Unidos aplicam tarifas de aproximadamente 30% sobre produtos chineses. Com a nova medida, esse percentual será elevado para 100%, conforme anunciado pelo presidente.





